segunda-feira, 30 de Maio de 2016 12:09h Agência Minas

Minas Gerais é reconhecida como área livre de peste suína clássica

Reconhecimento, feito pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), ocorreu em 26 de maio, durante evento realizado em Paris

Minas Gerais recebeu na quinta-feira (26/5) o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de Peste Suína Clássica (PSC).  O reconhecimento aconteceu durante a 84ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da OIE, realizada em Paris, na França. Outros 13 estados brasileiros e o Distrito Federal também receberam o mesmo status da Organização.

Minas Gerais já era reconhecida desde 2001 como área livre de PSC pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O estado tem o quarto maior plantel de suínos do Brasil, com  5,2 milhões de animais e 32 Granjas de Reprodutores de Suínos Certificadas (GRSC).  Outro indicador importante é o primeiro lugar ocupado pelo estado como maior exportador de genética de suínos para o mercado doméstico.

 

 

 

A concessão do status de área livre contribuirá para que Minas amplie sua fatia de participação no mercado internacional, ampliando as vendas de carne suína para outros países.  Atualmente, Minas e Brasil já são exportadores deste produto.

Minas Gerais exporta principalmente para Hong Kong, para onde vão 79,4% do volume exportado, seguido de Angola (9,6%) e Uruguai (6,8%).  Em 2014, o estado exportou 42 mil toneladas, com receita bruta de U$ 156, 8 milhões.

 

 

 

 

Vigilância permanente

Para conquistar o status de área livre de PSC o serviço de defesa sanitária animal do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) adotou junto aos produtores e granjas uma série de procedimentos de forma a comprovar o funcionamento correto do sistema de vigilância da doença em Minas. Entre as diversas ações realizadas pelo instituto estão a coleta periódica de soro de reprodutores em frigoríficos, no intuito de identificar a existência do vírus da doença em animais e o atendimento imediato pelo IMA às notificações de suspeita de animais com PSC.

 

 

 

A coordenadora estadual do Programa de Sanidade Suídea do IMA, Júnia Mafra, diz que, nesse rol de ações, mais recentemente o instituto estabeleceu a obrigatoriedade das granjas adotarem o boletim sanitário que acompanha os lotes de suínos enviados aos frigoríficos de abate sob inspeção do IMA. Ela explica que o boletim é um documento onde estão registradas informações importantes sobre a sanidade dos animais pertencentes a cada lote de suínos enviado aos frigoríficos. São informações que incluem, entre outros, possíveis sinais clínicos de doenças verificadas nos animais, incluindo aí a PSC.

 

 

 

Júnia Mafra enfatiza que terá continuidade o trabalho realizado pelo IMA de vigilância ativa e de qualidade de suídeos de Minas. “O estado possui destaque no setor e nossa missão é garantir que amplie, cada vez mais, as vendas de carne suína e seus derivados tanto no mercado interno como no exterior”, diz. Os últimos casos de peste suína clássica foram registrados no Brasil em agosto de 2009 no Amapá, Pará e Rio Grande do Norte.

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