sexta-feira, 18 de Dezembro de 2015 03:05h Atualizado em 18 de Dezembro de 2015 às 03:07h. Pollyanna Martins

Minas Gerais já tem 41 casos confirmados de microcefalia

Destes casos, apenas seis não têm relação com o Zika Vírus

A Secretaria do Estado de Minas Gerais confirmou ontem (17) 41 casos de microcefalia no Estado. De acordo com o órgão, apenas seis não têm relação com o Zika Vírus (um por critério laboratorial, um por outra patologia e quatro não preenchem os critérios). Os casos estão distribuídos em 24 municípios, e os outros 35 ainda estão sendo investigados para a determinação da causa da doença, que pode estar, ou não, associada ao Zika Vírus.
O Estado entrou na lista de novos casos do Ministério da Saúde (MS) na última terça-feira (15). Além de Minas Gerais, registraram novos casos da doença: São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pará e Mato Grosso. Até o dia 12 de dezembro, o Ministério notificou 2.401 casos, sendo que destes, 134 casos foram confirmados, 102 descartados e 2.165 continuam em investigação. Um óbito foi confirmado, dois foram descartados e o MS investiga 26 óbitos. No início de novembro, haviam apenas 11 casos notificados em Minas Gerais. Número que saltou para 29, de 11 de novembro a 10 de dezembro, quando ainda nenhum havia sido confirmado. O número de casos notificados no País aumentou 36% em cinco dias. O Zika Vírus – causador da má formação - é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, assim como a dengue e a febre Chikungunya, e várias ações estão sendo desenvolvidas para combater o mosquito.

 

CUIDADOS
A Diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Celina Pires, ressalta que, para eliminar o mosquito, é necessário um esforço da população, pois somente o poder público não é capaz de erradicar o Aedes Aegypti. “Cada um precisa fazer o seu trabalho. Se cada um tirar 10 minutos na semana para vistoriar o seu imóvel, seja residência, lote ou estabelecimento comercial e verificar as condições propícias para o desenvolvimento do mosquito e eliminar, a gente consegue controlar. O que a gente tem visto no dia-a-dia do trabalho são quintais muito sujos”, afirma.
Uma das ações desenvolvidas pela secretaria é o aluguel de um caminhão para retirar o lixo dos lotes, imóveis e estabelecimentos comerciais. Segundo a diretora, diariamente são tiradas toneladas de lixos destes locais. “O papel do município a gente está indo atrás de cumprir, principalmente eliminando a possibilidade do desenvolvimento do mosquito, que é retirando os recipientes”, frisa. A Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis informou, através de sua assessoria de imprensa, que na região Centro-Oeste ainda não há nenhum caso notificado.

 

BOATO
Após uma corrente dizendo que a microcefalia estava relacionada a um lote vencido de vacina contra a rubéola tomar conta das redes sociais, o Ministério da Saúde divulgou uma nota de esclarecimento: “todas as vacinas ofertadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) são seguras e não há evidência de que possam causar microcefalia. Boatos surgiram na internet de que a real causa da microcefalia foi um lote vencido de vacinas contra rubéola, distribuído nas unidades de saúde. A vacina contra rubéola não é indicada para mulheres grávidas. A vacinação contra a doença só pode ocorrer antes da gravidez, não sendo permitida durante a gestação. Outro ponto sinalizado por especialistas é que, por ser uma vacina composta por um vírus vivo, se estivesse vencida, o vírus não agiria e não causaria a microcefalia”. O órgão esclareceu ainda que todas as vacinas recomendadas são “fundamentais para proteger o bebê contra graves doenças. Nenhuma das vacinas administradas durante a gestação contém vírus ou outros agentes vivos. As únicas vacinas recomendadas pela pasta para o período da gestação são a DT (difteria e tétano), DTPA (difteria tétano e coqueluche), Hepatite B e gripe, quando em campanha”. O Ministério da Saúde destacou que a causa do surto de microcefalia é decorrente do Zika Vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti.

 

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