domingo, 2 de Outubro de 2016 16:21h AGENCIA MINAS

Minas Gerais se prepara para ser referência nacional na formação de atletas de canoagem

Secretaria de Esportes apoia iniciativa da Confederação Brasileira para a criação de um centro nacional de preparação de atletas de canoagem no estado

Os excelentes resultados da Canoagem Brasileira nos Jogos Rio 2016 estão inspirando a Confederação da modalidade a transformar Minas Gerais em um celeiro de atletas para o país. O presidente da entidade, João Tomasini Schwertner, buscou o apoio do secretário de Estado de Esportes e coordenador da força tarefa Minas 2016, Carlos Henrique Alves da Silva, para a criação de um centro nacional e outros três núcleos de preparação de atletas de canoagem em municípios mineiros.

“Abraçamos a iniciativa e tenho certeza que grandes nomes do esporte nacional serão descobertos nas águas mineiras, que contribuíram com os resultados inéditos alcançados por Isaquias Queiroz e Erlon Souza após preparação em Lagoa Santa para os Jogos Rio 2016”, constata o secretário Carlos Henrique.

A dimensão da ação é socioesportiva por meio do desenvolvimento de atividades de paracanoagem, canoagem slalon e canoagem de velocidade com canoa e caiaque no contraturno escolar.

A implantação do projeto será dividida em etapas, todas inauguradas em 2017. A previsão é que a primeira operação seja em fevereiro do próximo ano. Em cada unidade serão preparados cerca de 100 jovens.

Segundo Tomasini a Confederação já tem negociações avançadas para ter também o apoio do governo federal na ação e conta com a fundamental participação da Federação Mineira de Canoagem.

“Prevemos um projeto permanente, mas, já temos prevista a execução em 24 meses com o foco nas gerações que disputarão os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024 e 2028, já que os atletas para 2020 estão na água e só precisam aprimorar”, revela João Tomasini.

Para expandir o número de núcleos de treinamento o presidente ainda planeja participar do edital de seleção de projetos da Lei de Incentivo ao Esporte de Minas Gerais, aberto até 20 de outubro deste ano.

“As instituições precisam usar mais esse importante instrumento de fomento ao esporte. É por meio dele que o estado destina parte da sua receita líquida anual do ICMS para que as empresas possam apoiar atividades de diversas modalidades”, ressalta Carlos Henrique. 

Os resultados da canoagem brasileira na Rio 2016

Nos últimos dois anos, os atletas Isaquias Queiroz, Nivalter Santos, Erlon Santos e Ronilson Oliveira, comandados pelo técnico espanhol Jesús Morlán, treinam canoagem de velocidade em Lagoa Santa com o foco na Rio 2016.

Isaquias fez história ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar três medalhas numa mesma edição de Olimpíada. Nas disputas individuais, o baiano ficou com a prata nos 1000m e com bronze nos 200m. A terceira medalha foi conquistada ao lado de Erlon Souza, na canoa dupla 1000m.

Na paracanoagem, com participação em duas das seis finais da modalidade, o Brasil conquistou a sonhada medalha paralímpica logo na estreia da Paracanoagem no programa paralímpico. Caio Ribeiro conquistou a medalha de bronze na final do KL3 Masculino e Luis Carlos Cardoso, remando a final do KL1 Masculino, ficou na quarta colocação.

As categorias da canoagem em competições

A canoagem tem sete modalidades diferentes A canoagem de velocidade é um esporte olímpico, praticado com caiaques ou canoas, em rios ou lagos de águas calmas com 9 raias demarcadas nas distâncias de 1.000, 500 e 200 metros.

Já na canoagem slalom, inspirada em provas de descida de ski, o atleta rema em canoa ou caiaque por um percurso em corredeira (natural ou artificial), definido por balizas, sem cometer penalidades e no menor tempo possível. Na parcanoagem o esporte é executado por atletas com deficiência (PCDs).

Na modalidade, que estreou nas paralimpíadas neste ano, as embarcações são adaptadas segundo as habilidades funcionais dos atletas. O percurso é realizado em uma linha reta, demarcada por boias, e tem 200 m de extensão. Além das disputas individuais (masculinas ou femininas), há ainda provas mistas, em barcos com capacidade para duas pessoas.

 

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