sábado, 8 de Fevereiro de 2014 05:01h

Minas Gerais terá reforço para garantir o trabalho decente na Copa do Mundo

Em oficina realizada em Belo Horizonte, representantes do governo, sociedade civil e iniciativa privada firmaram um protocolo de intenções

O combate à exploração sexual, ao trabalho infantil ou forçado e ao tráfico de pessoas será reforçado durante a Copa do Mundo em Minas Gerais. Representantes do governo, da sociedade civil, organizações empresariais e sindicatos participaram de uma oficina nesta sexta-feira (7), em Belo Horizonte, para planejar uma série de ações que garantam atividades dignas às pessoas. Na oportunidade, os representantes de cada instituição assinaram um protocolo de intenções pelo emprego e trabalho decente para o Mundial.

A Oficina ‘Promoção do Trabalho Decente nos Grandes Eventos’ é resultado de uma parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Governo de Minas e Fórum Nacional de Secretarias do Trabalho (Fonset), com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O encontro envolveu mais de cem pessoas em grupos de discussões. A iniciativa atende à Lei Geral da Copa – 12.663 - que estabelece a possibilidade de campanhas relacionadas ao tema.

Durante o evento, o secretário de Estado adjunto de Trabalho e Desenvolvimento Social, Juliano Fisicaro, lembrou das ações desenvolvidas pelo Governo de Minas nas áreas da assistência social e para crianças  e adolescentes. “Já atuamos para combater o trabalho infantil, que é uma das premissas dessa oficina, e essa é mais uma etapa de luta para promover o trabalho decente. E será um importante legado da Copa”, destacou.

O protocolo de intenções também prevê a promoção da segurança e da saúde no trabalho, capacitação de trabalhadores, contratação de cooperativas e associações de catadores de material reciclável, a transformação de empregos temporários em permanentes, entre outras.

A representante da Organização Internacional do Trabalho, Andrea Bolzon, apresentou as potencialidades e os riscos que o Mundial pode trazer. “A Copa deverá agregar R$ 183 bilhões ao PIB do Brasil até 2019. E os trabalhos e empregos informais, precários e jornadas exaustivas podem ser os riscos”, ressaltou.

“A Copa do Mundo está próxima e temos que atuar de forma conjunta. Já identificamos as demandas. É hora de apresentarmos projetos e a oficina é importante, para que também tenhamos preocupação com outros eventos futuros”, disse o presidente da Força Sindical, Luis Carlos Miranda.

O encontro também contou com as participações do secretário de Relações de Trabalho do MTE, Manoel Messias, do assessor-chefe da Assessoria de Articulação e Participação Social, Ronaldo Pedron, do subsecretário de Trabalho e Emprego, Hélio Rabelo e do representante dos empregadores, Carlos Fabiano Braga.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.