sexta-feira, 4 de Abril de 2014 11:51h

Minas intensifica capacitação para proteção às crianças e adolescentes na Copa do Mundo

Qualificação, promovida pelo Comitê Mineiro de Proteção Integral de Crianças e Adolescentes nos Grandes Eventos, foi realizada em Belo Horizonte.

Cerca de 430 profissionais do Sistema de Garantia de Direitos de 43 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e de cidades indutoras do turismo foram capacitados nesta semana, em BH, para garantir a proteção integral dos direitos das crianças e adolescentes durante os seis jogos da Copa do Mundo que serão disputados na capital mineira e nas festas que acontecerão no Expominas, no período de 12 de junho a 13 de julho. A preparação desses profissionais foi realizada no Centro Público de Promoção do Trabalho (CPPT) Gameleira, órgão da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).

Promovida pelo Comitê Mineiro de Proteção Integral de Crianças e Adolescentes nos Grandes Eventos, por meio da Sedese e da Secretaria Municipal de Políticas Sociais de Belo Horizonte, a qualificação, que se encerrou ontem (03/04), busca aperfeiçoar o conhecimento sobre as possíveis violações de direitos que podem ocorrer durante o Mundial, bem como deixar claro todo o fluxo e encaminhamentos que devem ser observados caso ocorram essas transgressões.

Durante a abertura da qualificação, na última quarta-feira, a subsecretária de Estado de Direitos Humanos, Maria Juanita Godinho Pimenta, ressaltou a importância do curso, alinhando as ações integradas para garantir um atendimento e encaminhamento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e de violação de direitos durante a Copa do Mundo.

Participaram do curso representantes dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, dos Conselhos Tutelares, dos Conselhos de Assistência Social, além de profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

Para Geralda Maria de Araújo Barbosa, do Conselho Tutelar de Cordisburgo, essa capacitação é de fundamental importância, para saber qual o caminho a ser seguido nos casos de violações de direitos de crianças e adolescentes. “Nos municípios mais distantes, são muitas as dificuldades para a gente lidar com um evento enorme como a Copa. É fundamental, então, essa preparação porque, muitas vezes, ficamos de mãos atadas, sem saber o que fazer e a quem recorrer”, disse, lembrando que aprendeu na capacitação que não é necessário, por exemplo, esperar 24 horas para comunicar o sumiço de uma criança.

“Acho que as informações nessa capacitação vêm para somar, para que façamos as articulações em rede e garantirmos a proteção de nossas crianças e adolescentes”, afirmou Ana Cristina Pereira Silva de Ávila, do Cras de Capim Branco. Segundo ela, como o município é pequeno, mas próximo de Belo Horizonte, é importante saber onde e a quem procurar nos casos de violações de direitos. Ela acredita que esse trabalho possa também servir para garantir um fluxo contínuo de proteção às crianças no pós-Copa.

Maria de Fátima Souza, do Conselho Tutelar de Sabará, considera que esse curso vai melhorar o trabalho em rede. “A capacitação é muito importante, pois reúne não só os Conselhos Tutelares, mas também os Creas, Cras e a assistência social dos municípios. Então, todos andando juntos, trabalhando juntos, haverá um melhor efeito na proteção às crianças e adolescentes”, destacou.

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