quinta-feira, 26 de Julho de 2012 09:42h Gazeta do Oeste

Moagem acumulada da cana em Minas Gerais cai 9,77%

A média do litro da gasolina atualmente em Minas é de R$ 2,80, ante R$ 2,19 o litro do álcool. Com o carro flex, o consumidor entra no posto e tem a opção de abastecer seu veículo com álcool ou com gasolina.

O volume de cana-de-açúcar da safra 2012/2013 processado pelas usinas de Minas somou, na primeira quinzena de julho, 18,1 milhões de toneladas, queda de 9,77% ante as 20,06 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. Os dados foram divulgados pela Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig).

 

A publicação mostra ainda que, no mesmo período, a produção de açúcar ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas, atingindo 1,024 milhão de toneladas, queda de 5,64% em comparação com a safra anterior (1,085 milhão de toneladas). O mix acumulado para o açúcar ultrapassou a marca de 50%.

 

Já a produção de etanol totalizou 629 milhões de litros, queda de 21,18% ante os 798 milhões de litros na safra anterior. O recuso da produção, no entanto, não é motivo de preocupação para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Paulo Miranda Soares. Segundo ele, apesar da crise no setor produtivo de cana, a situação dos postos de combustíveis é confortável.

 

O presidente do Minaspetro lembra que a realidade do mercado mudou. A média do litro da gasolina atualmente em Minas é de R$ 2,80, ante R$ 2,19 o litro do álcool. Com o carro flex, o consumidor entra no posto e tem a opção de abastecer seu veículo com álcool ou com gasolina.

 

"Só compensa abastecer com etanol quando o litro custa até 70% do valor da gasolina. Isto porque o carro consome 30% a mais quando abastecido com álcool. "O consumidor consciente vai se adequando ao mercado. Quando o preço do álcool baixar ele volta a optar por esse tipo de combustível, que ainda é menos poluente", acredita.

 

Paulo Soares lembra que o governo do Estado já deu a sua contribuição ao setor, reduzindo a alíquota do ICMS do álcool de 22% para 19%, tributo que passou a valer no início desse ano. Segundo ele, o governo federal também vem se adequando à realidade do setor produtivo.

 

A legislação brasileira permite a adição de 18% a 25% do álcool anidro à gasolina. De acordo com o presidente do Minaspetro, atualmente esse tipo de adição é de 20%, porém, o governo estuda a possibilidade de aumentar o índice, o que será benéfico para os produtores.

 

 

 

 

 

 

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