quinta-feira, 25 de Outubro de 2012 07:46h Gazeta do Oeste

Ônibus novo com jeito antigo vai circular em BH

Coletivos semelhantes aos tradicionais, de motor dianteiro, já usados nas ruas da capital, vão circular, ao lado dos ônibus articulados, nos corredores do transporte rápido por ônibus (BRT, na sigla em inglês) – principal aposta de mobilidade urbana para Belo Horizonte nos próximos anos. De carona numa brecha do Decreto Municipal 15.019, documento de 53 páginas que detalha as especificações dos ônibus do sistema, fabricantes revelaram, em feira de transporte no Rio de Janeiro, a intenção de adequar os modelos básicos com equipamentos de acessibilidade e conforto, para se adequarem às exigências da BHTrans.

Tecnicamente inferiores em relação aos equivalentes de motor traseiro, que custam e consomem mais, os novos ônibus devem ser produzidos até o fim do ano. A expectativa da Mercedes-Benz, principal fornecedor dos consórcios de ônibus de BH, é de que eles sejam entregues às encarroçadoras até março. Serão necessários 90 dias para receber as carrocerias e rodar.

“Estamos fechando a venda de 1,2 mil ônibus num pacote direcionado ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) e ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram). Entre as exigências dos empresários está a aplicação de suspensão a ar, eixo 6x2, ar-condicionado e câmbio automático para uso no BRT”, revelou o diretor de Vendas e Marketing de Ônibus da Mercedes-Benz, Gilson Mansur. Volvo e Iveco também confirmaram o desenvolvimento de produtos semelhantes.

Entre as exigências da BHTrans para os padrons, um dos três tipos básicos de ônibus para o BRT, estão carroceria com comprimento de 13,2m e 15m com piso alto. Como todos os ônibus de motor dianteiro oferecidos no mercado têm até 12 metros e suspensão por feixe de molas, as fábricas desenvolvem novas versões dos busões com suspensão a ar, capazes de alinhar a altura da carroceria com o acesso às estações do BRT, e terceiro eixo, o que possibilitaria coletivos ainda mais espichados, para garantir uma fatia de mercado entre os padrons do BRT.

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