quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 15:51h Gazeta do Oeste

"Ordem" para desligar os caixas eletrônicos por causa dos ataques

Diante da interminável onda de explosões contra caixas eletrônicos, a Associação Mineira dos Supermercados (Amis) recomendou, oficialmente, que os afiliados da entidade em toda Minas Gerais desativem os equipamentos. Segundo a Amis, entre janeiro e julho deste ano, foram registrados 165 ataques a máquinas instaladas em estabelecimentos do setor. O número é 283% maior que o contabilizado no mesmo período de 2011.

De acordo com o presidente da associação, Adilson Rodrigues, 200 caixas eletrônicos foram desligados em um universo de 2.000 supermercados no Estado, ou 10%. “Fizemos a recomendação para privilegiar a segurança dos funcionários e dos clientes”.

Para Rodrigues, a tendência é que o serviço desapareça nos supermercados, prejudicando, principalmente, moradores de bairros periféricos, onde a disponibilidade de agências bancárias é menor.
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), duas grandes redes desativaram os caixas eletrônicos neste ano: a Super Nosso e a Supermercados BH.

Embora pessimistas, as previsões da Amis se confirmam dia após dia. Na última quarta-feira (1º), Ailton Gomes Resende, diretor do supermercado Vip, no bairro Novo Progresso, em Contagem (RMBH), mandou remover uma máquina que atendia a cem pessoas por dia, em média.

“Quando concordamos com a instalação de um caixa, há cerca de dois anos, estávamos visando o conforto dos clientes, mas, agora, com os casos frequentes de explosões, decidimos pela retirada ”, afirmou Resende. Os bancos mais próximos ficam a cerca de 2 km do local.

O diretor da Amis foi categórico. “Esse serviço vai acabar se essa situação continuar e se agravar. Parece que a polícia perdeu o controle da situação, e a tendência é de aumento do número de ocorrências”, disse Adilson Rodrigues.

A Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds) informou que a força-tarefa criada para tentar conter os ataques com explosivos tem se reunido e estudado meios para enfrentar os criminosos. O major Gilmar Luciano, chefe da sala de imprensa da PM, disse que a corporação mantém policiamento ostensivo onde há supermercados e bancos. Desde o início das operações, completou, 22 pessoas foram presas no Estado.

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