quarta-feira, 11 de Maio de 2011 10:25h Sarah Rodrigues

Palestra visa orientar produtores de leite

Aplicação da Normativa 51 é o tema principal

 

Com o intuito de melhorar a qualidade do leite oferecido aos brasileiros o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), criou a Normativa 51 que estabelece critérios de higiene, de manejo sanitário, de armazenamento e transporte do leite e passa a vigorar no dia 1 ° de julho. Através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Agronegócios (Semag) e o Instituto Biossistêmico (IBS), foi realizada na noite de ontem no auditório do Crediverde uma palestra para orientar os produtores de leite.

 

Segundo a veterinária da Semag, Liliane Dias, mais de cem pessoas foram convidadas para o evento que tem um cunho educativo. “O evento é voltado para produtores de leite, porque um produto de qualidade vai remunerar melhor este produtor, mas é um evento que diz respeito a toda a cadeia, desde o produtor até o consumidor final”.


A veterinária explica que a qualidade do leite engloba toda a cadeia produtiva, do produtor até o consumidor, por isso a questão vem sendo tratada há muito tempo. “O tema em si é a qualidade do leite, e essa qualidade atende a instrução normativa de número 51, que entra em vigor dia 1° de julho, na verdade a qualidade de leite começou a ser tratada em 2002, e foram dados prazos para que produtor se adeque”, explica.


Além da qualidade do leite em si, a normativa visa os critérios de manejo sanitário e as possíveis doenças causadas durante a produção. “Além do aspecto da higiene, nós observamos o aspecto da sanidade, um dos principais problemas que o gado de leite tem hoje, é a chamada mastite ou mamite. Além disso, existem as zoonoses, que podem afetar o animal e o homem”. Segundo Liliane o Ministério orienta o controle das doenças que podem ser passadas ao homem. “O Ministério da Agricultura cobra como doença controlada a brucelose e a tuberculose, que são zoonoses e podem afetar o homem”.


De acordo com Liliane a normativa se cumprida, eliminará as principais doenças que já podem ser observadas com a presença de veterinários. “Hoje nós temos médicos veterinários que trabalham na inspeção, temos por semana de três a cinco vacas que morrem e que são condenadas no abatedouro graças a presença de um médico veterinário. A instrução normativa quer eliminar doenças”.


Para a veterinária a normativa terá aspectos em várias áreas, melhorando a qualidade do leite. “O principal foco é qualidade de leite, esta qualidade se refere à higiene, em ausência de mastite, controle de brucelose, controle de tuberculose. E envolvendo todos os aspectos está toda a cadeia produtiva do leite, desde o produtor que é o principal foco”observou.


Há muito tempo vem se discutindo a qualidade do leite e em 1° de julho o prazo dado para que os produtores se adequem termina.“A lei é um prazo findo, de um processo que começou desde 2000, não é um coisa de agora, só que a maioria das pessoas leva na brincadeira, todos deveriam estar muito atentos, porque é interessante para todos, inclusive para o consumidor”, avalia a veterinária.
 

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