segunda-feira, 15 de Dezembro de 2014 06:55h

Panorama desta terça aborda causas de violência no Brasil

Durante a semana programa destaca também gravidez tardia e união estável

As causas da violência no Brasil, a gravidez tardia e as dúvidas sobre a união estável são os temas do programa Panorama, da TV Assembleia, destas terça, quarta e quinta-feira (16, 17 e 18/1/214), respectivamente. Nesta terça-feira (16), às 8h30, o Panorama aborda um assunto que, para muitos, é uma incoerência: como pode o Brasil ter melhorado tantos índices socioeconômicos e a violência se manter como um sério problema no País?

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que avalia expectativa de vida, renda per capita e acesso ao conhecimento, à educação, melhorou em 16 regiões metropolitanas, de 2000 a 2010, e todas agora estão na faixa de alto desenvolvimento humano. No estudo de 2000, apenas a Grande São Paulo tinha IDH nesse patamar. Por outro lado, o número de homicídios, no País, passou de quase 50 mil, em 2002, para mais de 56 mil ao ano, como foi registrado em 2012, de acordo com o Mapa da Violência.

Para entender esse cenário, o programa recebe Luis Flávio Sapori, coordenador do centro de Estudos e Pesquisa em Segurança Pública da PUC Minas, que foi secretário-adjunto de Estado de Defesa Social e é um dos autores do recém-lançado livro "Por que cresce a violência no brasil?". Também participa da discussão o professor Bráulio Figueiredo Silva, do Departamento de Sociologia e pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG. Os dois pesquisadores avaliam o impacto do tráfico de drogas e de armas no aumento de crimes; se as causas da violência são as mesmas para todas as regiões; ou se é preciso compreender fenômenos locais.

O programa tem reprise às 19 horas desta terça e à 1 hora da manhã de quarta.

Gravidez tardia é tema do programa desta quarta

Nesta quarta-feira (17), o Panorama fala dos riscos da gravidez tardia. O programa recebe os médicos Clóvis Antônio Bacha, diretor da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais e do Hospital Santa Fé; e Rívia Lamaita, coordenadora de Reprodução Humana do Hospital Mader Dei, também ligada à Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais.

Dados do IBGE mostram que tem crescido o número de mulheres que são mães depois dos 35 anos. O registro civil de crianças filhas de mães de 35 a 44 anos representava 9% do total, em 2002, e 11,2%, em 2012.

Os especialistas analisam os efeitos do planejamento familiar, mas alertam que a gestação tardia é sempre de risco, incluindo o aumento da probabilidade de o bebê ter síndromes, como a de Down. Eles falam ainda do momento biológico ideal da mulher para ser mãe e explicam por que as dificuldades de engravidar aumentam com o tempo.

O programa estreia às 8h30h, com reprises às 19 horas e à 1h da manhã.

Dúvidas sobre união estável - Já na quinta-feira (18), o Panorama aborda a união estável e a importância de que, ao optar por esse tipo de relação, é preciso levar em conta questões práticas, que afetam socialmente o casal e tem repercussões em caso de separação ou morte do companheiro.

O programa recebe dois advogados que são diretores nacionais do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM): Antônio Marcos Nohmi e José Roberto Moreira Filho. Os especialistas esclarecem as garantias legais de quem opta pela união estável e explicam a diferença entre registrar ou não, no cartório, esse tipo de relação. Outros pontos analisados no programa são a existência de filhos de união estável, o direito a plano de saúde e as diferenças em relação ao casamento formal.

O programa desta quinta vai ao ar às 8h30 com reprises às 19 horas e à 1h da manhã.

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