quinta-feira, 6 de Setembro de 2012 09:05h Gazeta do Oeste

Papelada com os dias contados no Judiciário em Nova Lima

Foi implementado nessa quarta-feira na Vara Trabalhista de Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte, o processo judicial eletrônico, que transforma em digitais as tramitações e procedimentos jurídicos. A novidade é sinal de que a papelada que empoeira nas 137 Varas do estado pode acabar em um prazo de dois anos. Somente nos primeiro seis meses de 2012, 152.499 novas ações deram entrada na Justiça do Trabalho mineira e, desde 2005, 550 mil processos entraram no arquivo geral do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG). “Mas as pilhas de documentos e os carimbos de despacho e os grampos estão com os dias contados em Minas Gerais”, afirmou o ministro-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Oreste Dalazen, em solenidade de inauguração do sistema em Nova Lima.

 

 

Ele declarou que até o fim do ano 15 outras varas devem adotar a tecnologia, entre elas as de Conselheiro Lafaiete, Itaúna, as cinco de Betim e as cinco de Contagem. As demais 122 do estado vão implementar o sistema até o fim de 2014. Além da redução de gastos com papéis, armazenamento, consumo de energia e transporte de processos, Dalazen estima que o tempo de tramitação será “reduzido em pelo menos a metade”, dando mais agilidade à Justiça do Trabalho. Ele destaca também que a mudança dos documentos de um local a outro leva a gastos de gasolina e pessoal. “Há uma redução de gastos formidável.”

 

“O juiz poderá consultar os autos digitais sem a necessidade de transportar 60 volumes de processo debaixo do braço”, ressalta Dalazen. Ele defende que a mudança representa uma “revolução silenciosa no método do trabalho, que vai amplificar e racionalizar procedimentos judiciais para dar maior eficiência à Justiça”. Segundo o ministro, a novidade “com certeza, não é a informatização da burocracia”, e sim a simplificação e o aumento da produtividade das varas.

 

 

A presidente do TRT-MG, Deoclecia Amorelli Dias, destacou a importância da iniciativa que trará benefícios para a população aumentando a velocidade em que as ações serão concluídas. “Tenho grande expectativa de que será um processo novo.” Ela explicou que a implementação depende do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que autoriza as mudanças, que serão feitas paulatinamente até que todas as varas estejam informatizadas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

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