quarta-feira, 12 de Setembro de 2012 13:36h Mariana Gonçalves

Parte de funcionários dos correios de Minas e Pará decidem entrar em greve

A maioria dos sindicatos agendou a realização de novas assembléias para o próximo dia 18. A expectativa é que nas próximas semanas seja decido o movimento de paralisação dos cerca de 120 mil trabalhadores da empresa.
Até o momento dos 35 sindicatos da categoria, 16 realizaram assembléias na segunda-feira (10)  e outros 7 na noite de ontem(11).

 


O resultado parcial das primeiras assembléias é que os trabalhadores não aceitaram a proposta de reajuste salarial feita pela diretoria dos Correios. Mas, poucos decidiram paralisar os serviços. Por enquanto faltam ainda 12 sindicatos para se reunir.

 

Em comunicado oficial enviado pelos Correios à imprensa, a diretoria deixa claro que o serviço prestado pela empresa não será afetado.  Apenas duas assembleias deflagraram paralisação: no Pará e em Minas Gerais. Porém nos dois Estados 98% do efetivo estão presentes e trabalhando. Assim, tanto o atendimento ao cliente nas agências como a entrega de cartas e encomendas está normal em todos os Estados brasileiros.

 

O comando de negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos, Fentect, reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos fora da federação. São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru que se desfilaram da federação, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942.

 

Na semana passada, o sindicato dos trabalhadores em Correios elevou de 3% para 5,2% a sua proposta de reajuste salarial. O mesmo percentual seria aplicado a benefícios como vale-alimentação e auxílio-creche. Pela proposta, o salário-base passaria de R$ 942 para R$ 991.

 

Com a especulação de greve no início dessa semana, a diretoria dos Correios publicou através de nota a decisão que será tomada caso a greve seja deflagrada. Conforme comunicado, os Correios informaram que poderá descontar os dias parados dos trabalhadores que aderirem à greve. Haverá perdas para a ECT, transtornos para a população e prejuízo para o trabalhador, que terá os dias parados descontados do pagamento, declarou a empresa, que também ressaltou no comunicado ter um plano de contingência com medidas para garantir a prestação de serviços à população em caso de greve. Entre essas medidas estariam a contratação de trabalhadores temporários, a realocação de empregados das áreas administrativas e a realização de horas extras e de mutirões nos finais de semana.

 


No ano passado, a categoria permaneceu em greve durante 28 dias, o que resultou em um desconto salarial de sete dias parados. Os demais 21 dias, foram compensados com trabalho aos sábados e domingos.

 

Embora o calendário de mobilização da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares, Fentect, aponte para o início de uma paralisação nacional por tempo indeterminado a partir das próximas semanas. A avaliação da própria entidade é que o acordo seja feito, para evitar maiores transtornos aos trabalhadores e a população.

 


Entre os estados que não devem aprovar a greve estão São Paulo e Rio de Janeiro, que juntos, detêm cerca de 40% dos funcionários dos Correios.

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