segunda-feira, 3 de Setembro de 2012 10:11h Gazeta do Oeste

Passageiro deve se organizar para evitar dor de cabeça com as aéreas no feriadão

Setembro e outubro são meses de feriados prolongados e muita gente vai aproveitar para viajar e descansar um pouco. Mas para que a viagem não vire um pesadelo, o consumidor deve organizar com cautela os bilhetes aéreos, se for o caso. Você já passou raiva ao tentar falar com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das companhias áreas? Já tentou achar o número de telefone no site e não conseguiu? Já ligou para falar com o atendente e foi transferido para diversos números com gravações automáticas? Já teve a sensação de que estava falando com um “robô” do outro lado? Pois saiba que essas reclamações são recorrentes e descumprem a Lei do SAC, o Decreto 6.523, aprovado há quatro anos pela Presidência da República e voltado às empresas prestadoras de serviços regulados pela esfera federal, entre elas a aviação civil.

 

 

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) fez pesquisa com as cinco principais companhias aéreas que atuam no país (Avianca, Azul, Gol, TAM e Webjet) e constatou que elas não cumprem a Lei do SAC. Entre 9 e 14 de maio deste ano, o Idec fez pelo menos duas ligações para cada empresa. A pesquisa foi apoiada pelo Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), do Ministério da Justiça. A falha mais recorrente apontada foi a de não enviar a gravação da chamada ao consumidor. Outras inconformidades com o decreto foram encontradas, como não divulgar o número de telefone de forma clara e visível no site; veicular mensagem publicitária durante a espera por atendimento; demora de mais de 60 segundos para falar com o atendente; ausência da opção "falar com o atendente" no menu principal; e não fornecer o protocolo no início da gravação.

 

“O SAC é o principal meio de contato entre o consumidor e a empresa. O levantamento mostra que não está sendo oferecido o preparo técnico para atender as demandas”, afirma Flávio Siqueira Júnior, advogado do Idec. Para evitar problemas, o advogado aconselha todos os consumidores a anotar o número de protocolo dos atendimentos. “Depois, ele pode exigir a gravação nas companhias aéreas. É a prova que terá no caso de reclamar nos Procons”, diz. Ele ressalta ainda que o telefone do SAC deve estar em destaque na página da companhia aérea. “Há casos em que a central de vendas está em mais destaque do que o SAC”, diz.

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