sexta-feira, 26 de Abril de 2013 08:51h Superesportes

Perrella analisa gestão de Gilvan e cita diferenças nas cotas de TV e na renda

O ex-presidente Zezé Perrela conquistou feitos importantes em sua passagem pelo Cruzeiro. Ele e seu irmão  Alvimar formaram uma 'dinastia' que durou 17 anos no comando do clube. Depois de deixar o cargo de forma complicada, já que o último ano de gestão quase termina com um rebaixamento para a Série B, o ex-mandatário se considera apenas um mero torcedor atualmente. Presente no amistoso entre Brasil e Chile no Mineirão, o agora senador Zezé diz que não exerce nenhuma interferência na condução do mandatário Gilvan de Pinho Tavares.

“Eu tenho acompanhado mais pela imprensa e televisão. Vim no Cruzeiro e Atlético, mas não estou participando da administração. Evito participar das decisões e o clube está bem conduzido. Tenho uma boa relação com o Gilvan. Não tenho que me preocupar. Sou apenas um torcedor como todo mundo”, disse Perrella.

Questionado sobre a mudança de perfil do Cruzeiro, que em sua época ficou marcado pelas vendas de jogadores e a montagem de times limitados nos dois anos anteriores, e que agora, sob o comando de Gilvan, traz atletas do nível do zagueiro Dedé, Zezé justificou a diferença. Para ele, a postura no mercado mudou por causa da renda elevada do Novo Mineirão e as cotas dos direitos de transmissão.

“Em futebol não existe caro. Tudo que é viável economicamente é bom. As receitas do futebol com a televisão subiram de R$ 20 milhões para R$ 60 milhões. Tínhamos renda de R$ 200 mil por jogo e hoje ela é de R$ 1,5 milhão. Isso faz com que tudo inflacione. Em função disso, o futebol brasileiro vive momento de boom. Aqui se paga mais do que lá fora”, destacou o ex-presidente, antes de falar sobre a chegada do novo reforço para a defesa.

“O Dedé foi uma grande contratação e o clube, pelo que acompanhei, colocou pouco dinheiro nisso por causa dos investidores. Estou muito otimista. O Cruzeiro está no caminho certo e muito bem conduzido”, completou.

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