quarta-feira, 29 de Outubro de 2014 09:34h Lorena Silva

Plano de Contingência da Dengue e Febre Chikungunya é discutido em Divinópolis

Reunião ocorre no momento em que dois casos de Chikungunya já foram confirmados em Minas e outros dezessete são suspeitos, um deles em Pitangui e um em Nova Serrana

Representantes de 26 municípios da região Centro-Oeste estiveram presentes ontem na sede da Superintendência Regional de Saúde (SRS), em Divinópolis, com o objetivo de validar e discutir os Planos de Contingência da Dengue e da Febre Chikungunya. Os representantes das outras 28 cidades que compõem a região se reúnem hoje na Superintendência, com o mesmo objetivo.
O encontro está sendo conduzido pela coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SRS, Susana Ximenes, que deu destaque às questões relativas à Febre Chikungunya por ser uma doença considerada nova na região. A coordenadora explica que o plano de contingência é um planejamento realizado caso ocorra uma alta transmissão das duas doenças nos municípios.
“[O plano] é para planejamento das ações de controle dos vetores, que vai além da rotina mensal, semanal dos municípios. Ele planeja também ações de mobilização social, para mobilizar a população para a questão da importância de não deixar água parada para não transmitir essas duas doenças e preparo do fluxo assistencial daqueles pacientes que podem precisar”, pontua Susana.

 

 

 

 

CASOS DE CHIKUNGUNYA
Na semana passada, mais um caso da Febre Chikungunya foi confirmado em Minas Gerais pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), desta vez na cidade de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. A paciente é uma mulher de 34 anos, que teria adquirido a doença na Venezuela.
Esse é o segundo caso já confirmado em Minas. O primeiro foi constatado no município de Matozinhos, região metropolitana de Belo Horizonte. Além dos já confirmados, atualmente há doze cidades mineiras que possuem casos suspeitos da doença, dois deles na Região Centro-Oeste, nas cidades de Pitangui e Nova Serrana.
Além delas, nos municípios de Andradas, Coronel Fabriciano, Ibirité, Ipatinga, Lavras, São Francisco de Paula, Sobrália e Varginha há um caso suspeito em cada, dois em Poços de Caldas e cinco em Belo Horizonte. Os casos de Alfenas, Contagem, Itaúna, Mato Verde, Montes Claros, Santo Antônio do Monte, Viçosa e outros três de Belo Horizonte já foram descartados.

 

 

 

 

 

PREVENÇÃO
Susana aproveitou a oportunidade para frisar a importância de alertar a população para esse momento da inserção do vírus da Febre Chikungunya em Minas Gerais. “[Precisamos] alertar a população para ser grande parceira do Estado agora, do sistema de saúde, para não deixar a água parada e cuidar da limpeza dos seus quintais para evitarmos que seja proliferado esse mosquito e cause, além da Dengue, a Chikungunya também.”
Segundo a coordenadora, todo esse cuidado deverá ser tomado pela população para que se evite a transmissão da doença pela região.  “Porque como nós não tivemos a circulação do Chikungunya aqui, ninguém está imune a esse vírus, então corre o risco de a gente ter uma epidemia mesmo.”
Segundo informações da SRS, a Secretaria de Estado está capacitando 300 profissionais de saúde para o diagnóstico e tratamento de pacientes com suspeita de Febre Chikungunya. Essa é uma das ações de enfrentamento da doença promovidas pelo órgão, tendo como principal objetivo treinar médicos e enfermeiros de todas as regiões do Estado, da rede pública e privada de saúde, para disseminar informações clínicas sobre a doença.

 

 

 

 

A DOENÇA
O agente transmissor da Febre Chikungunya é o mosquito Aedes aegypti – o mesmo causador da Dengue – e o Aedes albopictus. O vírus é transmitido pela picada da fêmea de mosquitos infectados e circula em alguns países da África, Ásia e América. O termo Chikungunya significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia, e se refere à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada no país.
Os sintomas da doença são semelhantes aos da Dengue, sendo eles febre acima de 39 graus, dores intensas nas articulações de pés e mãos (dedos, tornozelos e pulsos), dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Os sintomas aparecem de dois a dez dias após a picada do mosquito, podendo chegar a doze dias.

 

 

 

Casos de Febre Chikungunya
Municípios Situação
Alfenas Descartado
Andradas Em investigação
Belo Horizonte Descartado
Belo Horizonte Descartado
Belo Horizonte Descartado
Belo Horizonte Em investigação
Belo Horizonte Em investigação
Belo Horizonte Em investigação
Belo Horizonte Em investigação
Belo Horizonte Em investigação
Contagem Descartado
Coronel Fabriciano Confirmado
Coronel Fabriciano Em investigação
Ibirité Em investigação
Ipatinga Em investigação
Itaúna Descartado
Lavras Em investigação
Mato Verde Descartado
Matozinhos Confirmado
Montes Claros Descartado
Nova Serrana Em investigação
Pitangui Em investigação
Poços de Caldas Em investigação
Poços de Caldas Em investigação
Santo Antônio do Monte Descartado
São Francisco de Paula Em investigação
Sobrália Em investigação
Varginha Em investigação
Viçosa Descartado

 

 

 

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde
Crédito da foto: Lorena Silva

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