quinta-feira, 16 de Outubro de 2014 12:36h Newton Palma, da Agência Saúde

Poços de Caldas (MG) terá curso de medicina

Município assina termo de compromisso para implantação da faculdade; medida integra ações do Governo para ampliar vagas de graduação em medicina em todo país

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Fausto Santos, participou nesta quarta-feira (15), em Poços de Caldas, em Minas Gerais, da assinatura do termo que autoriza o funcionamento de um curso de medicina no município. A medida faz parte dos compromissos do Programa Mais Médicos para expansão e melhoria da formação em todo o país. A abertura de novos cursos de medicina foi anunciada pelo governo federal no início de setembro. Ao todo, 39 cidades foram selecionadas, sendo quatro em Minas Gerais.

Com a assinatura do termo de compromisso, o gestor municipal se compromete a manter a estrutura necessária na rede pública de saúde e fazer as adequações recomendadas para habilitação da faculdade. Durante o processo de seleção, o município foi visitado por uma comissão de especialistas. Entre os critérios avaliados, estava a quantidade de pelo menos cinco leitos no Sistema Único de Saúde disponíveis por aluno e unidade hospitalar com potencial para hospital de ensino. Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS. “O novo curso provocará efeitos imediatos na cidade, com a vinda de professores, com mestrado, com doutorado, que já de início a uma melhoria da qualidade do atendimento médico que vai ser prestado na cidade. Em médio prazo, os investimentos que a faculdade fará na rede de Atenção à Saúde e em longo prazo, a fixação desses profissionais na região”, ressaltou Fausto Santos.

Para escolher as localidades, o governo federal também considerou a necessidade do curso, a organização da rede de saúde para desempenhar as atividades práticas e a capacidade para criação da residência médica. As cidades autorizadas precisam ter mais de 70 mil habitantes, não possuir faculdade de medicina e não ser capital de estado. Além de Poços de Caldas, os municípios de Sete Lagoas, Contagem e Passos foram habilitados para receber os novos cursos

A próxima etapa para a implantação dos cursos de medicina nas cidades selecionadas é o lançamento do edital, que deve ser publicado em breve, para apresentação das propostas das instituições privadas de educação superior interessadas.

MAIS MÉDICOS – As oportunidades de graduação em medicina que estão sendo criadas fazem parte das ações estruturantes do Programa Mais Médicos. As medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no país preveem a criação, até 2017, de 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil de residência médica, com o foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS. “Estudos mostram que médicos que fazem graduação e residência no mesmo local tendem a permanecer nele. Para abrir o novo curso, a instituição terá que oferecer vagas de residência médica, o que vai possibilitar, no longo prazo, um maior numero de médicos no local, com melhor qualidade. Então todos os efeitos são benéficos para a cidade e para a região”, finalizou Fausto Santos.

A abertura de novos cursos e vagas de graduação leva em conta a necessidade da população e a infraestrutura dos serviços – com isso, mais faculdades surgirão em localidades com escassez de profissionais e em cidades do interior de todas as regiões brasileiras.

Em conjunto com a ampliação das vagas de medicina, o Programa também trouxe médicos para atender a demanda imediata apontada pelas prefeituras, disponibilizando 14.462 profissionais para 3.785 municípios e para os 34 distritos indígenas, expandindo o atendimento em saúde para 50 milhões de brasileiros.

No eixo de infraestrutura, o governo federal está investindo na expansão da rede de saúde. São R$ 5,6 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e R$ 1,9 bilhão para construções e ampliações de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Das 26 mil UBS que tiveram recursos aprovados para construção ou melhoria em todo o país, 20,6 mil (79,2%) estão em obras ou já foram concluídas.

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