sábado, 27 de Outubro de 2012 05:01h Gazeta do Oeste

Polícia continua à procura de assaltante que matou criança no Triângulo Mineiro

A Polícia Civil de Uberlândia ainda não tem pistas do assassino da menina Bárbara Guimarães Lopes, de 11 anos, baleada em assalto na tarde de quinta-feira, mas acredita que o bandido possa ser do Bairro da Lagoinha, região com tráfico de drogas e roubos de carros, segundo o delegado Matheus Possancini. A menina, que levou um tiro no peito, foi sepultada nessa sexta-feira diante de familiares perplexos com o crime.

Bárbara esperava a mãe dentro do carro, estacionado na porta de um empório no Bairro Santa Mônica, Zona Leste de Uberlândia, quando um bandido se aproximou arrastando a mãe pelos cabelos. Imagens de uma câmera de segurança, já avaliadas pela perícia, mostram quando o homem pardo de roupa azul e boné, com cerca de 30 anos e 1,80m, entrou no estabelecimento e puxou a esteticista Liliane Aparecida Guimarães, de 38 anos, para fora. Segundo as investigações, ele exigia a chave do Cross Fox prata, localizado horas depois.

“Bárbara foi baleada porque teria tentado sair do carro, quando o bandido se aproximava com a mãe. Ainda estamos checando informações, mas já descartamos a tentativa de sequestro relâmpago. A intenção dele, de acordo com a nossa investigação, era levar o carro. Possivelmente é um bandido da Lagoinha, próxima ao Bairro Santa Mônica, local do crime. Ali é uma área com muitos roubos”, disse o delegado.

A mãe da menina será chamada para prestar depoimento na semana que vem. Oito testemunhas foram ouvidas, mas a polícia espera que Liliane possa fazer um retrato falado do criminoso. O delegado também vai mostrar fotos de assaltantes investigados para tentar identificar o assaltante. Segundo ele, o homem atirou duas vezes e uma bala ficou presa na porta do lado do motorista. Informações indicam que a arma usada pelo bandido foi um revólver calibre 38. Horas depois do crime, o carro foi encontrado por militares abandonado no Bairro Saraiva, vizinho ao Santa Mônica.

Perda

Bárbara estudava na Escola Estadual Joaquim Saraiva. Os colegas de turma, bastante emocionados, compareceram ao enterro, no Campo do Bom Pastor. Durante o enterro, o pai da menina, Sérgio Lopes, disse a familiares e amigosque é difícil aceitar a perda e lembrou que Bárbara era inteligente e amorosa. Liliane precisou ser amparada por familiares e chegou a ser medicada. No dia do crime, ela contou que o bandido gritava que ia levar todo mundo e que ela pediu para a filha sair do carro.

“Ela estava saindo e ele, entrando, disparou o tiro. Ele podia ter ido embora e deixado ela (sic). É muita maldade, podia ter me levado e não a ela”, desabafou ainda no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Os pais decidiram doar as córneas de Bárbara para transplante. Um parente da menina disse que o momento é de muita dificuldade e de sofrimento. “É uma perda muito grande e preferimos ficar resguardados agora, mas o que esperamos é que ele seja encontrado pela polícia.”

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