sexta-feira, 2 de Novembro de 2012 05:41h Gazeta do Oeste

Polícia investiga brigas de torcedores e crimes após jogo entre Atlético e Flamengo

O jogo entre Atlético e Flamengo, na noite de quarta-feira, terminou em confusão em Belo Horizonte. A Polícia vai investigar os crimes que aconteceram após a partida. Torcedores dos dois times e a do Cruzeiro se encontraram em alguns pontos de Belo Horizonte e se enfrentaram com agressões físicas. Em uma delas, um jovem de 23 anos foi atingido na virilha por um tiro e foi encaminhado para o Hospital João XXIII. As principais ocorrências aconteceram no Bairro Concórdia, Região Nordeste, e no Bairro Cônego Pinheiro, na Região Leste.

A torcida do Galo estava na sede da Galoucura, que fica na Rua Guanabara, esquina com Rua Itamaracá, no Concórdia, quando ouviram batidas no portão. Ao saírem para abrir a porta, os torcedores foram surpreendidos por um grupo, que estava escondido atrás de uma árvore. Segundo a Polícia Militar, eram aproximadamente 15 pessoas, que não estavam uniformizados, e jogaram diversos objetos contra os membros da Galoucura.

A PM afirmou que eles jogaram tijolos, pedras e garrafas de cerveja contra as pessoas e a sede da torcida organizada do Atlético. Durante a confusão, chegaram dois motociclistas, sendo que um deles estava com uma pessoa na garupa. Eles sacaram uma arma e fizeram cinco disparos contra os torcedores. Um dos jovens que estava no local foi atingido na região da virilha e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Região Leste. O jovem Lucas Lima Camilo, de 23 anos, foi encaminhado para o Hospital João XXIII.

Confronto

Também na Região Leste, no Bairro Cônego Pinheiro, próximo ao estádio Independência, outra confusão aconteceu entre torcidas rivais, mas foi contida pelo Batalhão de Polícia de Eventos (BPE), que escoltava torcedores do Cruzeiro e do Flamengo até o estádio.

O BPE estava escoltando aproximadamente 30 pessoas pela Avenida Men de Sá, quando foram surpreendidos por 200 torcedores da Galoucura, que vinham da Avenida dos Andradas. Os atleticanos se aproximaram e logo começaram a atirar pedaços de pau, pedras e outros objetos contra a torcida rival e os policiais.

Para conter os ânimos dos envolvidos, os militares chegaram a usar balas de borracha e gás lacrimogêneo. Aproveitando a ação da PM, os cruzeirenses e flamenguistas revidaram os ataques. No final da confusão, a PM prendeu três pessoas por desacato. Foram detidos Gilson Ribeiro dos Santos, de 22 anos, Everaldo Wallysson Marques, de 31, e Leonardo Silva Guerreiro, de 32.

Policiamento

O Batalhão de Polícia de Eventos (BPE) é acionado para realizar o policiamento sempre que há eventos desse porte. Segundo o tenente Coronel Cícero Cunha, eles têm a prioridade de garantir a segurança do evento, que o jogo possa acontecer e que as torcidas e delegações de atletas cheguem e saiam do local em segurança. “A escolta sempre acontece, principalmente em caso de torcidas visitantes. No caso de ontem, era a do Flamengo. Elas são levadas para o estádio e depois conduzidas ao destino no fim do jogo com o intuito de prevenir confusões”, explica o tenente.

Cícero acredita que o trabalho do BPE foi realizado, tendo em vista que a confusão na Rua Men de Sá foi contida pelos policiais. “Houve uma dispersão desse grupo após a ação da polícia. Os torcedores do Atlético começaram a lançar pedras e para conter a briga foi usado granadas e balas de borracha. A confusão foi contida e não houve registro de ferimento grave”, acrescenta.

Quanto ao incidente no Bairro Concórdia, o tenente explica que como a prioridade é o evento, acontecimentos posteriores ao jogo não têm como ser previstos pelo BPE. “A outra ocorrência não aconteceu nas imediações do estádio e não temos como aumentar o efetivo em outras localidades”, declara. Cícero ainda diz que o ideal seria que os torcedores fossem para o estádio sem o espirito de briga e revanchismo, mas que infelizmente sabe que não é o que acontece.

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