quarta-feira, 29 de Agosto de 2012 15:52h Gazeta do Oeste

Policiais federais em Minas decidem manter a greve iniciada há 22 dias

 Os policiais federais em Minas Gerais decidiram manter a greve que completa nesta quarta-feira (29) 22 dias. De acordo com o presidente do Sindicato dos Políciais Federais em Minas Gerais, Renato Deslandes, cerca de 90 policiais presentes em uma assembleia realizada na manhã desta quarta optaram por manter o movimento iniciado no dia 7 de agosto.

Durante a assembleia, foi realizada uma video-conferência com todos os presidentes de todos os sindicatos que representam a categoria no Brasil. "A ideia já era manter o movimento e afinar as reivindicações para apresentar amanhã (quinta-feira) na assembleia nacional que será realizada em Brasília", afirmou Deslandes. Segundo ele, um calendário de atos públicos está sendo organizado pela categoria para protestar pela precariedade da Polícia Federal e pela necessidade de uma maior atenção do governo para questões de segurança nos aeroportos e fronteiras.

Os policiais federais em Minas Gerais decidiram manter a greve que completa nesta quarta-feira (29) 22 dias. De acordo com o presidente do Sindicato dos Políciais Federais em Minas Gerais, Renato Deslandes, cerca de 90 policiais presentes em uma assembleia realizada na manhã desta quarta optaram por manter o movimento iniciado no dia 7 de agosto.

Durante a assembleia, foi realizada uma video-conferência com todos os presidentes de todos os sindicatos que representam a categoria no Brasil. "A ideia já era manter o movimento e afinar as reivindicações para apresentar amanhã (quinta-feira) na assembleia nacional que será realizada com representantes do governo em Brasília", afirmou Deslandes. Segundo ele, um calendário de atos públicos está sendo organizado pela categoria para protestar pela precariedade da Polícia Federal e pela necessidade de uma maior atenção do governo para questões de segurança nos aeroportos e fronteiras.

"Independentemente da greve continuar ou não teremos essas ações até o fim do ano para que a categoria continue mobilizada e sensibilize a população e o governo para as questões que temos destacados", disse. Deslandes denuncia o sucateamento da Polícia Federal e afirma que há uma crise interna na corporação. "É um absurdo a desigualdade dentro da Polícia Federal, embora os cinco cargos sejam de nível superior apenas delegados e peritos são remunerados como tal", explica.

Algumas categorias de servidores federais aceitaram a proposta do governo federal que propôs 15,8% de reajuste salarial. Porém, para Deslandes, os policiais federais não têm como aceitar esse acordo. "Para quem recebe R$ 10 mil, o reajuste representa muito no ano, mas para o agente federal que inicia a carreira ganhando R$ 5 mil isso é pouco já que não corrige a remuneração da categoria", afirma.

A distorção salarial faz com que muitos policiais federais deixem a carreira, segundo Deslandes. "Temos registrado uma média de abandono de 200 a 250 servidores da Polícia Federal por ano. Quem vai para as regiões mais inóspitas do Brasil para trabalhar nas fronteiras, por exemplo, se sente desvalorizado ao perceber que um auditor da Receita Federal ganha o dobro", diz. Com o desfalque no quadro de profissionais, a Polícia Federal não tem feito as operações de segurança com o rigor necessário. "O movimento 'Chega de carregar o piano' é uma resposta a isso'. Com os atos públicos pretendemos reforçar a necessidade do melhor controle das nossas fronteiras e aeroportos, já que o país vai sediar grandes eventos mundiais como Olimpíada, Copa do Mundo e Copa das Confederações", afirmou.

Para esta quarta-feira (29) a única programação da Polícia Federal é a organização do calendário de atos públicos de manifesto. Na quinta-feira (30) será realizada uma assembleia nacional em Brasília.

 

 

Reinvindicações

 

 

O movimento da Polícia Federal pede o reconhecimento do trabalho dos EPAs (Escrivães, Papiloscopistas e Agentes da Polícia Federal) e critica a desvalorização frente aos outros cargos do serviço público federal. O Ministério do Planejamento propôs aos policiais federais a mesma fórmula que vem apresentando aos demais servidores do funcionalismo público federal em greve: reajuste de 15,8%, diluído entre os próximos três anos.

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