sexta-feira, 9 de Novembro de 2012 13:00h Gazeta do Oeste

Por medo, primo de Bruno não vai testemunhar em júri, diz promotor

 O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro, responsável pela acusação dos cinco réus no julgamento do caso Eliza Samudio, diz que sua expectativa é de que "os réus sejam todos eles condenados".

Ele arrolou cinco testemunhas para o júri popular, que terá início no próximo dia 19 de novembro: o detento Jaílson Alves de Oliveira, que diz ter ouvido uma confissão de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; Cleiton Gonçalves, ex-motorista do goleiro Bruno Fernandes; uma testemunha da oitiva de Cleiton pela polícia; a delegada Ana Maria dos Santos, que ouviu o então adolescente Jorge Lisboa Rosa; e Renata Garcia da Costa, uma assistente técnico-jurídico do sistema socioeducativo de Minas Gerais, que acompanhou a primeira oitiva feita pela polícia com Jorge, quando ele trouxe à tona os primeiros detalhes do assassinato.

Para o promotor, a participação dessa agente do estado será "especialmente importante", uma vez que Jorge Rosa se recusou a participar do julgamento – como ele é um informante, não uma testemunha, ele não pode ser obrigado a testemunhar. Segundo o promotor, o jovem se encontra em outro Estado e amparado por programa de proteção a crianças e adolescentes ameaçados de morte. Para Castro, Jorge está com medo, em razão de sua posição. O rapaz já cumpriu pena socioeducativa pela participação no crime.

Duas a três semanas
Durante o debate, o promotor terá cinco horas para exibir mídias – inclusive reportagens em que Eliza aparecia dizendo ser ameaçada por Bruno – e outras cinco para a sustentação oral. A defesa também terá duas horas para cada um dos cinco réus, sendo uma para exibição de mídias. Ao final, haverá duas horas para réplica e outras duas para tréplica.

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