segunda-feira, 22 de Abril de 2013 05:31h G1

Presidente do STF, Joaquim Barbosa, é homenageado em Ouro Preto

Ministro participou como orador da Medalhada da Inconfidência. Ela também recebeu comenda tradicional do governo de Minas.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, participou como orador oficial da solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, neste domingo (21). A cerimônia foi realizada no Dia de Tiradentes, em memória ao líder do movimento de libertação do domínio português. O ministro recebeu o Grande Colar, homenagem máxima do governo mineiro durante a cerimônia.

A solenidade ocorreu na Praça Tiradentes, ponto turístico da cidade histórica. Às 11h10, o presidente do STF foi recebido pela Guarda de Honra, formada por cadetes da Polícia Militar (PM), ao lado do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia.  Em seguida, o chefe do Executivo estadual depositou um coroa de flores no monumento dedicado a Tiradentes. Em seguida, foi executado o hino nacional. Ele recebeu o Grande Colar ao lado do governador de MG e do senador Aécio Neves.

 De acordo com o governo estadual, a comenda é entregue a personalidades que ajudaram no desenvolvimento de Minas e do Brasil. A cerimônia foi criada em 1952, durante o governo de Juscelino Kubitschek. Como é tradição no evento, um decreto transfere simbolicamente o título de capital do estado à cidade de Ouro Preto durante comemorações relativas à Inconfidência Mineira.

A solenidade é marcada por ritos, como a chegada do chamado fogo simbólico. Cerca de mil cavaleiros se revezaram num percurso de 355 quilômetros, passando por várias cidades históricas, até chegar em Ouro Preto com uma tocha. As autoridades foram recebidas com salva de 21 tiros.

Durante discurso, Barbosa ressaltou valores como liberdade e igualdade e se referiu a Tiradentes como um “herói”. O ministro destacou o “legado republicano” do mártir mineiro para a conquista da independência. “Tal como Tiradentes, inúmeros mineiros desbravaram caminhos que levaram à construção da nossa República, tornando o Brasil um país melhor para os que aqui viviam e decidiram aqui viver”, disse no encerramento da cerimônia.

Ao todo, a 62º edição da medalha presta homenagem a 164 pessoas. As outras designações são Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência. A ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, a ministra do STF, Rosa Maria Weber Candiota, e os ministros Sebastião Alves dos Reis e Laurita Hilário Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também foram convidados para receber a comenda.

Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, na Região Noroeste de Minas, onde fez os estudos primários no Grupo Escolar Dom Serafim Gomes Jardim e no Colégio Estadual Antonio Carlos. Cursou o segundo grau no Colégio Elefante Branco, de Brasília. Fez também estudos complementares de línguas estrangeiras no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha.

Ao fim da cerimônia, o senador Aécio Neves falou sobre a homenagem a Joaquim Barbosa e afirmou que a escolha do ministro não foi um ato político.  "Eu acho que nós estamos homenageando um mineiro que é reconhecido não apenas no Brasil, mas no mundo, pela importância que tem. Eu não tenho dúvida de que o recente julgamento do Supremo Tribunal Federal, que hoje é presidido pelo ministro Joaquim Barbosa, é um marco importante para a constitucionalidade, para própria democracia Brasileira," disse.

Barbosa e o governador Antonio Anastasia saíram sem conversar com a imprensa.

Protesto diante de autoridades
Integrantes de movimentos sociais e sindicais mineiros que participam de um congresso em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais, aproveitaram a presença de autoridades na cidade história para protestar neste domingo (21).

De acordo com a presidente da Central Única dos Trabalhadores em Minas Gerais (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, o funcionalismo público enfrenta problemas como baixos salários. “Os movimentos sociais e sindicais vieram protestar contra o governo. Chamar a atenção para os problemas dos trabalhadores do serviço público”, disse.

Manifestantes também reclamaram que foram impedidos de assistir à entrega da medalha, alegando que a Praça Tiradentes foi cercada e a cerimônia foi restrita a convidados.

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