terça-feira, 4 de Novembro de 2014 05:53h

Produção industrial do país caiu 0,2% em setembro

Em setembro de 2014, a produção industrial nacional apresentou queda de 0,2% frente ao mês imediatamente anterior (série dessazonalizada), após dois meses seguidos de taxas positivas quando acumulou uma expansão de 1,3%

Na série sem ajuste sazonal, na comparação com igual mês do ano

anterior, houve redução de 2,1%, sétima taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação. Os

resultados do setor industrial também foram negativos tanto para o resultado acumulado nos nove meses

do ano (-2,9%) quanto para o resultado acumulado nos últimos doze meses (-2,2%.) (tabela 1).

Na variação negativa de 0,2% da atividade industrial (série dessazonalizada) somente sete dos 24

ramos pesquisados registraram queda na produção, com destaque para a redução de 4,1% assinalada por

produtos alimentícios. Vale citar também os impactos negativos vindos dos setores de coque, produtos

derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), de produtos de metal (-2,6%) e de outros equipamentos

de transporte (-2,7%). Por outro lado, entre os 15 ramos que ampliaram a produção o desempenho de

maior importância para a média global foi assinalado por veículos automotores, reboques e carrocerias

(10,1%), que apontou o terceiro resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de

24,2%. Vale destacar que essa sequência interrompeu quatro meses de taxas negativas seguidas, período

em que acumulou redução de 28,0%. Outras contribuições positivas vieram dos setores de produtos

farmacêuticos e farmoquímicos (10,1%), de produtos de borracha e material plástico (4,6%), perfumaria,

sabões, detergentes e produtos de limpeza (2,3%), metalurgia (2,0%) e produtos diversos (6,3%).

Entre as categorias econômicas, ainda na série dessazonalizada, somente a categoria bens

intermediários (-1,6%) assinalou redução na produção nesse mês, após avançar 1,9% em agosto último.

Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (8,0%) mostrou a expansão mais intensa em

setembro de 2014 e eliminou o recuo de 4,1% registrado no mês anterior. Os setores produtores de bens de

capital (1,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,8%) também apontaram taxas positivas, com

ambos revertendo os resultados negativos assinalados em agosto último: -0,1% e -0,8%, respectivamente. O resultado acumulado em 12 meses para o mês de setembro (-2,2%) foi pior do que o de agosto

(-1,7%), mas o número de setores de atividade com resultados negativos foi menor: nove contra dez (tabela

1). Por categoria econômica, os bens de capital caíram 4,3% em setembro (-1,9% em agosto), os bens

intermediários tiveram redução de 2,2% (-2,0% em agosto) e os bens de consumo caíram 1,7% em

setembro (-1,3% em agosto).

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