segunda-feira, 4 de Abril de 2016 11:06h Agência Minas

Produtores do Cerrado mineiro conquistam espaço de comercialização em São Paulo

Emater-MG ajudou agricultores a se organizarem em cooperativas para vendas em mercado da capital paulista

Pequi, óleo de macaúba, castanha de baru, geleias, licores e polpa de frutas. Esses são alguns alimentos do Cerrado mineiro que consumidores paulistanos poderão saborear. Este ano, um grupo de produtores mineiros passou a comercializar seus produtos no Mercado Municipal de Pinheiros, na cidade de São Paulo. Um dos fatores que contribuíram para essa conquista é o trabalho em cooperativismo, que conta com a orientação técnica da Emater-MG.

A formação de cooperativas entre os produtores é uma das práticas que a Emater-MG estimula para o fortalecimento da agricultura familiar. No Cerrado mineiro a empresa trabalha com sete cooperativas: Cooperativa Grande Sertão, em Montes Claros; Cooperriachão, em Mirabela; Cooperjap, em Japonvar; Sertão Veredas, em Chapada Gaúcha; Astur, em Turmalina; Central Veredas e Copabase, em Arinos.

 

 

 

As vendas em São Paulo se tornaram possíveis por meio de um contrato entre a Cooperativa Central do Cerrado e o instituto ATÁ. As cooperativas repassam seus produtos para a Cooperativa Central, que por sua vez envia-os para o instituto, que mantém um espaço para vendas no mercado municipal.

“A nossa estratégia é que esse espaço seja uma vitrine para que possamos vender nossos produtos em São Paulo. Nós estamos levando para o mercado produtos que são novidades para os consumidores. Isso atrai o público”, diz o secretário-executivo da Cooperativa Central do Cerrado, Luís Carrazza.

 

 

 

A Cooperativa Central do Cerrado é uma central de cooperativas que promove e comercializa produtos de cerca de 50 organizações em dez estados. Ela funciona como uma ponte entre produtores e consumidores, divulgando e inserindo os produtos nos mercados local e regional. Já o instituto ATÁ busca valorizar e fortalecer a diversidade de territórios e saberes, o ato de se alimentar como fator integrante da cultura, as melhores práticas de sustentabilidade na produção e no consumo.

Também visa a qualidade e identidade das cozinhas do Brasil no mundo, a segurança alimentar e nutricional, a tecnologia e inovação na produção, transformação e distribuição do alimento e a valorização de negócios de base familiar e comunitária.

 

 

 

Cooperativismo

“O cooperativismo é um instrumento importante de organização socioprodutiva e de gestão estratégica para os empreendimentos da agricultura familiar, estabelecendo uma relação mais vantajosa e favorável ao agricultor na relação com o mercado. Permite maior competitividade da agricultura familiar dentro das cadeias de valor convencionais e da biodiversidade brasileira”, diz Breno Gonçalves dos Santos, coordenador técnico de Comercialização da Emater-MG.

No trabalho de orientação técnica da Emater-MG com as cooperativas são abordados diversos temas. Entre eles estão o incentivo e fortalecimento da organização social, acesso aos mercados, gestão estratégica e análise de viabilidade técnica e econômica, desenvolvimento de ferramentas e metodologias de gestão.

 

 

Com o trabalho em cooperativismo, os produtores ganham mais representatividade e força no mercado. É o que diz a gestora da Cooperativa Agroextrativista em base de Agricultura Familiar Sustentável e Economia Solidária (Copabase), Dionete Figueiredo Barboza. “É uma forma dos produtores se unirem e agregar valor aos seus produtos. Individualmente isso seria inviável”, ressalta. A Copabase tem 240 cooperados e produz polpas de frutas, mel, açúcar mascavo e castanha de baru

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