sábado, 1 de Março de 2014 05:50h

Produtores rurais cobram medidas para amenizar seca

Medidas como a ampliação do seguro rural, a renegociação das dívidas e a construção de pequenas barragens são algumas das medidas listadas para tentar amenizar os efeitos da seca que castiga Minas Gerais.

As perdas na agropecuária já são estimadas em R$ 5 bilhões. As sugestões vieram à tona recentemente, em audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O debate aconteceu atendendo a requerimento dos deputados Antônio Carlos Arantes (PSDB), presidente da comissão; Romel Anízio (PP), Fabiano Tolentino (PPS), Inácio Franco (PV) e Vanderlei Miranda (PMDB).
Coube ao deputado Antônio Carlos Arantes, logo no início da reunião, traçar um panorama da situação extraordinária vivida atualmente pelos produtores rurais mineiros em virtude da estiagem, logo em um momento em que deveriam estar usufruindo da temporada de chuvas.
Segundo o deputado, alguns setores da agricultura estão sendo duplamente penalizados, como a cafeicultura. “Os baixos preços nos últimos anos já haviam descapitalizado os cafeicultores. Os preços do café reagiram, mas a seca trouxe baixa produtividade ao setor. Por todo lado estão se multiplicando os pedidos para que sejam furados poços artesianos. Em dezembro já choveu abaixo da média. Em janeiro e fevereiro caiu muito pouca chuva. Imagina então o que vai acontecer a partir de abril?”, apontou.
Ao lembrar a penúria dos produtores do Norte de Minas, citada por seu colega, a deputada Ana Maria Rezende (PSDB) lembrou que a região, na qual só há a possibilidade de agricultura irrigada, vive “o quarto ano de seca inclemente”. Isso teria resultado no comprometimento de 70% das pastagens e 50% do rebanho bovino. A parlamentar fez ainda duras críticas à insistência do Governo Federal na transposição do Rio São Francisco.

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