sexta-feira, 23 de Março de 2012 12:36h Liziane Ricardo

Produtores rurais têm nível de agrotóxico sanguíneo medido por fundação

Comunidades rurais dos Lopes e Passagem foram submetidas aos exames ontem

O nível de agrotóxicos que passam pela corrente sanguínea dos produtores rurais, será tese de defesa e ainda banco de pesquisa para instituições como Funedi/Uemg e Fundação Ezequiel Dias de Belo Horizonte. O trabalho de pesquisa surgiu da necessidade de se saber efetivamente quais são os índices de Glifosato é hoje no Brasil a primeira droga mais encontrada na corrente sanguínea dos produtores rurais, além da aparência constante também de Cipemetrina (é a 2ª droga mais freqüente no sangue dos produtores). Devido as constantes manutenções em plantações das quais contam com o uso recorrente de agrotóxicos é importante manter determinado tipo de controle em relação ao nível de produtos penetrados no sangue humano.
De acordo com o Secretário Municipal de Agronegócios, Paulo Marius que participou da coleta nas comunidades rurais dos Lopes e Passagem, atraves de um estudo ára a tese de mestrado a estudante Vanessa em parceria com a Funedi/Uemg e também com a Fundação Ezequiel Dias proporcionou além da coleta uma palestra para os produtores rurais. “É de suma importância ressaltar os métodos de prevenção ao contato direto com agrotóxicos, utilizando dos equipamentos de segurança como bota, camisa de manga cumprida, calça, óculos e protetores em geral durante a aplicação dos produtos”, destacou Marius.
Há cerca de um mês, uma equipe ministrou uma palestra também na comunidade do Choro como forma de alerta. Porém ontem (22) a coleta foi realizada nas outras duas comunidades dos Lopes e Passagem que já estavam no período de 5 horas de jejum. “Todos estas ações, já medidas preparatórias para o 2º Seminário da Agricultura Familiar previsto para o dia 20 de junho. “Durante o Seminário, além das campanhas iremos lançar selos e demais materiais como forma de prevenção.Todavia, acredito que a maioria dos agricultores estão trabalhando corretamente”, frisou o secretário de Agronegócios. O resultado das coletas em análise ficará pronto em um mês.    


GLIFOSATO

O glifosato (comercializado pela Monsanto com o nome de Randup) é  um herbicida de amplo espectro (mata tudo), muito utilizado na  produção agrícola. A soja transgênica é resistente a esse herbicida e nisso consiste a simplificação do manejo de "ervas daninhas" para o agricultor. Quando foi lançada no mercado a propaganda dizia que o glifosato era inócuo e biodegradável, portanto, inofensivo à saúde humana e ao meio ambiente.
Recentemente o Secretário do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Amauri Dimarzio, repetiu essa afirmação. De acordo com informações científicas recentes, a realidade é outra. O resíduo de glifosato persiste no solo, na água e nos alimentos. Recentemente a Dinamarca  restringiu o seu uso, pois foram constatados resíduos em água subterrânea.
Na degradação do glifosato um dos seus subprodutos – um metabólito – chamado AMPA é mais nocivo que o próprio glifosato e foi encontrado em carpas 90 dias após a aplicação do herbicida.
Os produtos à base de glifosato são altamente tóxicos para pessoas e animais. Entre os sintomas mais comuns citam-se  irritação nos olhos e pele, dor de cabeça, náuseas,  entorpecimento, elevação da pressão arterial, palpitações e alergias agudas e crônicas.

 

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