terça-feira, 7 de Agosto de 2012 16:05h Gazeta do Oeste

Professores da UFMG se reúnem em assembleia e adiam retorno às aulas

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ficou praticamente vazia nesta segunda-feira (6) – o dia marcado para o início do segundo semestre letivo de 2012. Após uma assembleia realizada na manhã desta segunda, em Belo Horizonte, os professores da UFMG decidiram pela continuidade da greve. De acordo com o Sindicato de Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (APUBH), cerca de 300 professores participaram da reunião, sendo que somente 35 votaram a favor do fim da paralisação. A decisão do sindicato foi divulgada em coletiva na tarde desta segunda. A greve dos docentes começou no dia 17 de maio, mas, na instituição, a categoria aderiu ao movimento no dia 19 de junho.

O acordo proposto pelo governo federal prevê um aumento mínimo de 25% e máximo de 45%. O pagamento seria feito em três anos, até 2015. O professor Antônio Claret, integrante do comando local de greve da UFMG, critica o reajuste escalonado, dizendo que a inflação vai "corroer" os valores. “Algumas estatísticas que nós fizemos sinaliza perdas de até 6%, quando chegarmos a 2015. Muito abaixo do que estamos recebendo hoje”, explicou Claret.

O reitor da UFMG, Clélio Campolina, em entrevista ao G1, avaliou a greve dos professores. “A reivindicação salarial é justa, mas a greve tem mais de dois meses. E nós queremos uma universidade de qualidade no Brasil e, não resta dúvida, de que uma greve longa prejudica a universidade. Isso tem implicações com prejuízos sociais, políticos, científicos, tecnológicos. É muito grave. O meu desejo é que a greve fosse feita com toda a intensidade possível, mas que não tivesse uma duração tão grande”.

Segundo o reitor, a matrícula dos calouros já foi realizada. Campolina informou ainda que uma reunião com os diretores e coordenadores de curso de cada unidade será realizada, nesta terça-feira (7), para avaliar a situação dos alunos veteranos. “O calendário não foi cancelado, mas ele não está sendo cumprido. Portanto, ele terá que ser refeito quando a greve acabar”, explicou.

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