sexta-feira, 23 de Setembro de 2011 17:15h Atualizado em 24 de Setembro de 2011 às 08:09h. Paulo Reis

Professores mantêm luta pelo direito salarial federal

Greve continua com professores em vigília na Câmara Legislativa do estado

Na última terça-feira (20) o Sind-UTE/MG protocolou, junto ao Supremo Tribunal Federal, uma nova reclamação. O objetivo da medida foi para que se suspendesse o trâmite da ação civil pública proposta pelo Ministério Público e as medidas de manipulação anunciadas pelo governo de Minas. Outra ação já em andamento, pelo sindicato, é a denúncia do Governo do Estado junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT), pedindo a condenação do Estado pelas violações praticadas e a suspensão de todas as penalidades adotadas.


Além disso, a secretaria de Estado da Educação, por meio da Resolução 1.936/11, informou que a greve foi declarada ilegal. Esta informação não procede, pois ainda não houve julgamento de legalidade da greve. “Se permitirmos essa ação de coerção junto aos designados, esse setor ficará fragilizado, o que dificultará a participação em futuras mobilizações. O momento é de resistência para conquistarmos o Piso Salarial Profissional Nacional. Tomamos todas as medidas possíveis (notificação individual, recurso da decisão do Desembargador, Mandado de Segurança no TJMG e Reclamação no STF) para fortalecermos ainda mais a nossa greve e garantir o direito de greve da categoria”, afirmou um professor da região sul do estado.


A categoria também tem tentado se manter coesa para a conquista do piso, foi apresentada uma nova petição ao desembargador Roney Oliveira, noticiando a Secretaria de Estado de Educação (SEE), solicitando a providência urgente.


Em Divinópolis cerca de 25% dos professores mantém a greve. E uma vigília que leva o nome de “Atividade de Resistência” tem sido feita desde a última segunda-feira (19) na Câmara Legislativa de Minas, em Belo Horizonte, com a intenção de reprimir a aprovação do projeto proposto pelo governo.


Dois professores mantêm uma greve de fome há quatro dias. Segundo Maria Catarina, representante do Sind-UTE em Divinópolis a aprovação do projeto que o governo oferece congelará não só o salário como também toda a carreira dos docentes.

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