terça-feira, 9 de Dezembro de 2014 09:20h

Professores mineiros recebem o maior número de premiações da Olimpíada de Matemática

Minas Gerais teve 312 professores premiados e é o Estado com o maior número de profissionais premiados na 10ª edição da competição de matemática

O resultado da 10ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), divulgado em novembro, revelou a ampliação do aproveitamento de Minas Gerais na competição. Além de, pela oitava vez consecutiva, o Estado ocupar o primeiro lugar no ranking de medalhas, tanto no número total, quanto no número de medalhas de ouro, Minas também teve o maior número de professores premiados na Olimpíada.

No total, 1.229 professores foram premiados na 10ª Obmep, sendo que 312 deles são mineiros. Em seguida está o estado de São Paulo, que teve 177 professores premiados. Maria Botelho Alves Pena, professora da Escola Estadual Messias Pedreiro, em Uberlândia, é uma das premiadas. Para ela, contudo, a premiação tem um gostinho especial, já que apenas ela e outro professor, do estado do Piauí, foram premiados em todas as 10 edições da Olimpíada até agora.

“Esse ano foi um ano de superação para a nossa escola. Conseguimos um resultado melhor que no ano passado e isso se deve ao esforço dos alunos e dos professores que se uniram nessa preparação com aulas toda quarta-feira depois do horário, além dos encontros aos sábados na preparação para a segunda etapa”, lembra Maria Botelho.

O resultado dessa dedicação pode ser expresso em números: uma medalha de ouro, sete de pratas, 11 de bronze e 42 menções honrosas, o que totaliza 61 estudantes premiados. Deste grupo de destaque, 25 eram alunos de Maria Botelho. “Além dos ensinamentos matemáticos, as escolas têm que trabalhar a autoestima dos alunos. Tem que envolvê-los em um grande grupo, onde eles devem buscar o conhecimento e se unirem para que um possa ajudar o outro. A persistência supera a limitação”, ressalta a professora que se afastou da escola para aposentadoria no mês de setembro.

A premiação dos professores está vinculada à premiação dos alunos. Os professores ganham pontos para cada estudante que recebe medalhas ou menções honrosas na competição, sendo que cada premiação tem peso diferente. A medalha de ouro, por exemplo, vale 10 pontos, ao passo que cada menção honrosa vale três pontos. Cada aluno classificado para a segunda fase da Obmep também conta um ponto para o professor. A média de pontos de cada professor é calculada dividindo o total de pontos obtidos pelos alunos pelo número de alunos classificados para a segunda fase da competição.

Sucesso passa pela rede estadual

Se Minas tem um bom desempenho na Obmep, boa parte do mérito passa por alunos, professores e equipes das escolas estaduais. De acordo com o site da Olimpíada, Minas conquistou o primeiro lugar do ranking de medalhas — tanto em número de ouros, quanto no número total de medalhas —com 153 medalhas de ouro, 413 de prata e 1.080 de bronze, totalizando 1.646 medalhas. Deste total, 1.184 foram de alunos da rede estadual, sendo 104 ouros, 276 de prata e outras 804 de bronze. Em relação aos professores premiados os profissionais das escolas estaduais também se destacam. Dos 312 mineiros premiados, 254 atuam em escolas da rede estadual.

Em todo o país 18.187.971 estudantes fizeram as provas da 10ª edição do torneio. Minas Gerais foi o segundo estado com o maior número de participantes, obtendo quase dois milhões de alunos na primeira fase. O Estado ficou atrás apenas de São Paulo que contou com 3,5 milhões estudantes cadastrados.

Entenda a competição

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas é dividida em três níveis. O primeiro é composto por estudantes do 6º e 7º anos do ensino fundamental. No segundo, fazem as avaliações alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental. Já o 3º nível é composto por estudantes do ensino médio.

A Obmep busca estimular e promover o estudo da Matemática entre os alunos das escolas públicas, além de contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica. A competição é promovida pelos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia e é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

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