sexta-feira, 10 de Junho de 2016 16:39h Atualizado em 10 de Junho de 2016 às 16:47h. Agência Minas

Programa de Internacionalização quer gestores mais preparados para desafios e oportunidades nos territórios

Ação em parceria entre os Fóruns Regionais de Governo e a Assessoria de Relações Internacionais busca o fortalecimento e o desenvolvimento regionais

Os Territórios Metropolitano, Central, Noroeste, Triângulo Norte, Triângulo Sul e Norte já estão confirmados, neste mês de junho, para receber as Oficinas de Internacionalização Regionalizada. Nesta sexta-feira (10/6), inclusive, é Contagem o município a sediar, na Prefeitura Municipal, mais um encontro da série que pretende envolver os 17 Territórios de Desenvolvimento.

A ação, trabalhada em parceria pelos Fóruns Regionais de Governo e a Assessoria de Relações Internacionais do Governo de Minas Gerais, busca sensibilizar gestores e agentes públicos sobre a importância das relações internacionais para o desenvolvimento da economia nas regiões em que atuam.

 



Por meio do chamado Programa de Internacionalização Regionalizada, a ideia, segundo a assessora técnica dos Fóruns Regionais, Lenira Rueda, é justamente fortalecer e impulsionar o processo de internacionalização seguindo os princípios dos Fóruns Regionais de Governo.

“O programa pretende identificar e entender melhor os processos de internacionalização em andamento, fortalecer iniciativas que contribuam para a divulgação de Minas Gerais e impulsionar ações e projetos que promovam a inclusão social, o desenvolvimento sustentável e reduzam as desigualdades sociais dos Territórios de Desenvolvimento, por meio de discussões com a população”, explica Lenira.

 


De acordo com o chefe da Assessoria de Relações Internacionais, Rodrigo Perpétuo, hoje, com o mundo contemporâneo altamente globalizado, as relações internacionais já acontecem nos territórios e, consequentemente, geram impactos, das oportunidades (atração de investimentos estrangeiros e ampliação de mercados para empresas mineiras, por exemplo) aos desafios (a migração, o tráfico de pessoas, entre outros exemplos).

“O diagnóstico feito ao assumirmos a Assessoria de Relações Internacionais nos remeteu a desafios complexos, como o alto grau de fragmentação da política de relações internacionais do estado que, combinado a um nível de centralização sem precedentes, remetia a uma baixa capacidade de incidência das relações internacionais no processo de desenvolvimento de Minas Gerais”, observa Perpétuo. “Gestores municipais que compreendam esses fenômenos podem oferecer respostas mais adequadas aos desafios e preparar melhor os municípios para as oportunidades”, aponta.

 



Pelo estado

 

 

 

No total, o cronograma prevê a realização de dez encontros territoriais. Os Territórios Mata (13 de abril, em Juiz de Fora), Vertentes (11 de maio, em Conselheiro Lafaiete), Sudoeste e Oeste (24 de maio, em Formiga) já vivenciaram a experiência das oficinas.

Os encontros, conforme a assessora técnica, trabalham a implementação de ações que se enquadram em três tipos de dimensões:institucional - por meio de interlocução com o corpo diplomático e personalidades internacionais; econômica - por meio da atração de investimentos e o incentivo à exportação; e técnica – por meio das oportunidades de intercâmbio e trocas com as instituições e parceiros no exterior, a partir da cooperação internacional.

 

 



“Em cada território, a programação das oficinas se realiza de acordo com as especificidades locais. Em Formiga, na oficina dos Territórios Sudoeste e Oeste, destacamos o caso da cadeia produtiva do queijo canastra, que vai possibilitar maior integração com os órgãos do Estado para melhorar as ações dos produtores”, destaca Lenira.

Neste momento de sensibilização, que é a primeira etapa do programa, ressalta Rodrigo Perpétuo, “temos dialogado experiências de internacionalização de municípios mineiros que já possuem experiência em relações internacionais”. Além disso, complementa o chefe da Assessoria de Relações Internacionais, têm sido apresentados “casos de sucesso de outros estados brasileiros e outros países”.

Além da fase inicial, o Programa de Internacionalização Regionalizada também prevê etapas posteriores, como a de compilação de dados para o mapeamento estratégico da internacionalização de Minas Gerais e o planejamento de atuação, atendendo às demandas dos territórios.

 



Princípios

Para o alcance dos objetivos, o programa se insere e segue a mesma diretriz dos Fóruns Regionais, de ter como principal pilar a participação social no processo de governança. A complementariedade, neste caso, permite a atuação em duas perspectivas estruturantes: introduzir e estimular a participação social no processo de formulação e execução das políticas de relações internacionais do estado; e integrar as iniciativas internacionais protagonizadas pelos diversos atores presentes nos territórios com os projetos e programas propostos pelo Governo do Estado.

“Os Fóruns Regionais promovem diálogos com a sociedade civil, aproximando as ações governamentais do cidadão. Também estabelecem o controle social nas ações de governo, entre as quais se inserem também as ações de internacionalização”, observa Lenira.

Por essas características, finaliza Rodrigo Perpétuo, “os Fóruns Regionais de Governo são a plataforma ideal para implementação do Programa de Internacionalização Regionalizada, promovendo as relações internacionais de forma transversal e como um instrumento importante de indução e estímulo ao desenvolvimento local”.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.