segunda-feira, 20 de Abril de 2015 09:39h

Programa orienta instituições estaduais para o consumo consciente

Por meio do Ambientação, servidores são mobilizados em campanhas e atividades para reduzir a geração de recursos e adotar hábitos sustentáveis na administração pública

A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) realiza, há mais de uma década, o programa Ambientação. Trata-se de uma iniciativa que busca levar aos prédios públicos de Minas Gerais uma série de ações e intervenções, com foco na educação ambiental, para promover o consumo consciente a gestão de resíduos.

O processo envolve a redução na geração de resíduos, separação de materiais recicláveis (papel, plástico, metal e vidro), redução do consumo de água, energia elétrica e de papel A4, com mobilização, instrumentos de comunicação, formação, capacitação e acompanhamento das comissões setoriais, estabelecimento e monitoramento de metas e indicadores.

Segundo o coordenador técnico do programa Ambientação pela Fundação Israel Pinheiro, Ricardo Botelho, este trabalho, com resultados gradativos e melhoria contínua, é destaque também no contexto socioambiental. "Hoje, mais de 80% das sedes das instituições participam do programa, com cerca de 30 mil servidores sendo trabalhados do ponto de vista da educação ambiental e consumo consciente", observa.

Além disso, associações de catadores de materiais recicláveis recebem os materiais coletados pelo Ambientação. "A atitude dos servidores de separar os resíduos também tem forte impacto social, com centenas de famílias beneficiadas", completa Botelho.

O programa

O Ambientação surgiu em 2003, período em que, em iniciativa própria, os servidores da Feam e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) traçaram um primeiro projeto para implantar a educação ambiental no prédio em que estavam localizadas, em Belo Horizonte.

A estratégia foi importante para conscientizar e incentivar a mudança de hábitos e atitudes, por meio de ações educativas para evitar o desperdício, destinar corretamente os resíduos, entre outras medidas. A implantação também serviu de referência para, mais adiante, o programa avançar para outras secretarias e instituições do governo estadual.

Desde 2013, o programa é gerido por meio de parceria firmada com a Fundação Israel Pinheiro, organização da sociedade civil de interesse público selecionada para auxiliar na promoção, manutenção, ampliação, monitoramento e aperfeiçoamento do Ambientação. Conforme a coordenação, no momento são 64 instituições e 46 prédios públicos atendidos.

São duas as linhas de ação do Ambientação: 'Gestão de Resíduos' e 'Consumo Consciente'. A primeira, focada na destinação dos resíduos, aumento de vida útil dos aterros sanitários e geração de trabalho para associações de catadores de materiais recicláveis. Já a outra é focada na sensibilização dos servidores para uso correto de bens e serviços, economia de recursos naturais, redução de desperdícios e reaproveitamento de materiais.

Além de sensibilizar os servidores para a correta destinação de resíduos e gerar economia, paralelamente, o Ambientação, de maneira contínua, monitora os cinco principais indicadores de: consumo de papel A4; consumo de copos descartáveis; consumo de água; consumo de energia elétrica; e coleta seletiva. Com uma ferramenta específica, são observadas tendências de consumo, comparativos e estipuladas metas para as instituições.

Adesão

As instituições estaduais interessadas em integrar a Rede Ambientação devem firmar um termo de adesão junto à Feam e à Semad. A partir da assinatura do documento, é definida uma estrutura mínima - a Comissão Setorial -, formada por um grupo de servidores responsáveis pelo desenvolvimento do programa no próprio prédio, com autonomia para adaptar as ações conforme a realidade da edificação. A Feam, que assume a comissão gestora na estrutura, contribui com o acompanhamento técnico junto às comissões, com realização de campanhas educativas, vistorias, campanhas de comunicação.

 

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