sexta-feira, 31 de Julho de 2015 13:17h

Programa Panorama debate violência doméstica contra crianças

Edição que estreia na quinta-feira (6/8) aborda abusos que ocorrem em casa e afetam jovens em fase de desenvolvimento

O programa Panorama, da TV Assembleia, que estreia na próxima quinta-feira (6/8/15), às 8h30, aborda a violência doméstica contra crianças e adolescentes. Estão em pauta agressão física, ameaças, humilhações e outras formas de violência ocorridas em ambiente familiar, capazes de afetar psicologicamente quem ainda está em fase de desenvolvimento. O debate também destaca a omissão dos pais que deixam de fornecer os cuidados mínimos necessários ao crescimento e desenvolvimento dos filhos, assim como o papel da família como principal responsável pelas agressões.

Assista aos últimos vídeos do programa Panorama.
Consulte a sintonia da TV Assembleia na sua cidade.

De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, cerca de 70% dos casos de violência contra crianças e adolescentes no Brasil ocorrem nas residências da vítima ou do agressor. Segundo as informações da secretaria, apenas nos seis primeiros meses de 2015, o Disque 100 - Disque Direitos Humanos - recebeu mais de 66 mil denúncias de violações aos direitos humanos no Brasil, das quais 63,2% são relativas a crianças e adolescentes, o que corresponde a aproximadamente 42 mil dessas denúncias. As maiores violações são negligência, violência psicológica e violência física.

Para debater as questões, o programa conta com a presença da doutora em Psicologia pela PUC-MG, Fernanda Flaviana Martins, autora do livro “Análise Institucional na Saúde – O Impacto da Violência Intrafamiliar nas Crianças e Adolescentes” . Resultado de sua tese de doutorado, o livro contém histórias de violência física e psicológica contra menores.

Também participa do debate o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ananias Neves Ferreira. Eles abordam as dificuldades para enfrentar o problema e a necessidade de se modificar a cultura de punição corporal.

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