quarta-feira, 26 de Março de 2014 06:39h Atualizado em 26 de Março de 2014 às 06:42h.

Programa promove alimentação mais saudável a alunos da região Leste do Estado

Por meio do Cultivar, Nutrir e Educar, escolas estaduais adotam cardápios mais saudáveis, além de fortalecer a agricultura familiar.

Com o objetivo de garantir aos alunos da rede pública estadual o direito à alimentação saudável e adequada e fortalecer a agricultura familiar, o Governo de Minas lançou, em 2012, o programa estruturador Cultivar, Nutrir e Educar. De lá para cá, 15 municípios da região Leste do Estado vem sendo atendidos pela iniciativa e, este ano, outros quatro – Frei Lagonegro, José Raydan, São Pedro do Suaçuí e Virgolândia – deverão ser beneficiados. Por meio do Cultivar, Nutrir e Educar, as escolas estaduais passam a adotar cardápios mais saudáveis, baseados na produção local dos pequenos agricultores. Estes, por sua vez, têm garantida a comercialização do que produzem. A Associação dos Agricultores Familiares de Ipatinga participa do programa desde 2012.

De acordo com a vice-presidente, Jane Zacarias, por meio da associação é fornecida desde hortifrutigranjeiros até quitandas e doces. “As pessoas têm a visão de que a cidade é industrial, não sabem que temos em Ipatinga uma grande área rural. Com o Cultivar, Nutrir e Educar, as escolas passaram a conhecer nossos produtos. Antes elas tinham resistência a comprar do agricultor familiar”, relata.

Ela lembra que, quando a associação aderiu à iniciativa, possuía 15 associados. Hoje já são 35 produtores rurais. “Gente que ficava ociosa passou a produzir para atender às escolas. Depois do programa, teve agricultor que foi conhecer a praia, comprou máquina de lavar, passou a pagar uma faculdade. E a alimentação dos meninos nas escolas também melhorou muito”, completa.

 

Cardápio mais saudável

A Escola Estadual Almirante Toyoda está entre as instituições de Ipatinga que participam do Cultivar, Nutrir e Educar. A responsável pela compra dos produtos, Gislaine de Souza, confirma o ganho na qualidade da alimentação escolar. “Quando passamos a adquirir os produtos da agricultura familiar, foram introduzidos no cardápio alimentos mais saudáveis, que os alunos não tinham costume de comer. Um exemplo são as verduras de folha, que não utilizávamos tanto. Nosso cardápio ficou mais nutritivo e diversificado”, comenta. As mudanças na alimentação escolar acarretaram, ainda, outros benefícios.“Percebemos que o número de alunos que se alimentava na escola aumentou. Além disso, alguns produtos saem mais barato para a escola, já que são comprados diretamente da mão do agricultor”, afirma.  

A gerente do Cultivar, Nutrir e Educar, Jacqueline Junqueira, conta que o programa foi criado a partir da demanda popular. “O Consea-MG (Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais) identificou essa demanda e o Estado, sensível a essa necessidade, acatou. Assim foi criado o Cultivar, Nutrir e Educar”. Ela destaca como resultados da iniciativa a valorização da produção dos agricultores familiares, o sucesso na comercialização dos alimentos, o acompanhamento nutricional dos alunos nas escolas, a ampliação da educação alimentar e nutricional, o aumento da renda familiar com melhoria na qualidade de vida e a formalização da produção com agroindústrias familiares.

 

Municípios beneficiados

Além de Ipatinga, na região Leste participam do programa as cidades de Água Boa, Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Caratinga, Iapu, Inhapim, Ipaba, Mesquita, Peçanha, Periquito, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, São Sebastião do Maranhão e Tarumirim. Em todo o Estado, o programa deverá atender a 220 cidades este ano, sendo 90 inseridas este ano. Com a ampliação, o Cultivar, Nutrir e Educar totalizará 1.452 instituições contempladas e 1,3 milhão de beneficiados, entre estudantes e pequenos agricultores.

O programa é vinculado à Secretaria Geral de Governadoria, e executado por meio das Secretarias de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de Educação e de Saúde. Também atuam junto ao programa a Emater-MG e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

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