quarta-feira, 19 de Agosto de 2015 12:18h Atualizado em 19 de Agosto de 2015 às 12:22h.

Projeto de pesquisa faz monitoramento microbiológico da água em sistema piloto de hemodiálise

nspirado em um projeto pioneiro do Centro-Oeste de Minas Gerais, o professor da UEMG Unidade Divinópolis Adriano Parreira iniciou um projeto de pesquisa intitulado “Monitoramento microbiológico da água em sistema piloto de hemodiálise”

O objetivo geral do projeto é avaliar a qualidade microbiológica da água em sistema piloto de hemodiálise com retorno de efluente pós-osmose reversa.

O professor explica detalhadamente como surgiu a ideia de realizar esta pesquisa: “O projeto surgiu a partir do conhecimento que tivemos do desenvolvimento de um sistema inovador de tratamento de água destinada à hemodiálise e que permitia o reaproveitamento de volumes consideráveis da mesma, levando-se em conta o grande volume consumido por aquelas unidades. A partir do conhecimento do sistema, surgiu o interesse em estudarmos questões relacionadas à qualidade microbiológica da água, considerando-se algumas peculiaridades do novo sistema, inclusive com vistas a avaliar um melhor desempenho, em termos de desinfecção microbiana, comparativamente aos sistemas tradicionais”.

O projeto é desenvolvido no Laboratório de Microbiologia da UEMG Unidade Divinópolis, no Hospital São João de Deus e no Laboratório Química de Proteínas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) – Campus Centro-Oeste e conta com a participação de Fernando Vieira de Sousa, aluno do curso de Ciências Biológicas da UEMG Unidade Divinópolis. “Ele atua desde a coleta das amostras, passando pelas análises laboratoriais, tabulação e interpretação dos dados levantados, futura elaboração de relatórios, resumos e apresentação dos resultados em eventos científicos”, explica o professor.

O estudante bolsista relata detalhes do projeto: “Esta é uma pesquisa qualitativa que está sendo desenvolvida com base na avaliação laboratorial de crescimento microbiano a partir de diluições e plaqueamentos de alíquotas das amostras de água coletadas em diferentes pontos do sistema de tratamento. Serão utilizados, também, kits para avaliação eventual da presença de bactérias do grupo coliforme e identificação das mais comuns por sequenciamento genético”.

Tendo em vista a necessidade de se pensar novas maneiras para reutilização e o reaproveitamento de água, o projeto é muito importante, já que o volume de efluente gerado em sistemas tradicionais é extremamente significativo, além de não se conhecer bem a qualidade da água descartada no meio ambiente. “Para a sociedade como um todo, a confirmação de excelência, em termos de qualidade microbiológica, e é o que estamos verificando, associa a economia substancial do consumo de água a benefícios incalculáveis aos usuários do sistema, já que estarão tendo acesso a uma água de qualidade ainda melhor que aquela anteriormente fornecida pelos sistemas tradicionais, além, é claro, da economia de recursos financeiros gerada pelas unidades de saúde, especialmente aquelas contratadas pelo Sistema Único de Saúde”, ressalta o professor.

O projeto teve início em junho e deverá ser finalizado em dezembro. As coletas preliminares foram realizadas em julho e aguardam parecer da Comissão de Ética em Pesquisa da unidade.

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