segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014 04:25h

Projeto do IMA investe na inovação para melhoria da defesa agropecuária

Estratégia do Instituto Mineiro de Agropecuária tem como objetivo o constante aperfeiçoamento dos processos operacionais

Aprimorar a missão de cuidar da defesa sanitária (vegetal e animal), inspecionar e fiscalizar produtos e, assim, colaborar para os cuidados com a saúde e o meio ambiente. Este é um contínuo objetivo do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), autarquia ligada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), que assume, entre outras atribuições, a missão de executar as políticas públicas de produção, saúde, educação, além de responder pela certificação de produtos agropecuários no Estado.

Trabalhar com as diretrizes e normas fixadas pelos governos estadual e federal e verificar, nas mais diversas regiões de Minas Gerais, as condições e adequação de estabelecimentos e propriedades rurais, são algumas das tarefas que exigem bastante das equipes da instituição. Pensando justamente em ampliar as ações em nome da defesa agropecuária no campo, o Instituto desenvolve, desde 2012, o Projeto Inova IMA.

"O projeto possui como macro objetivo o aperfeiçoamento da gestão e execução de nossas atividades finalísticas, ditas de campo, utilizando-se para tal a melhoria dos processos operacionais e sua subsequente informatização", explica o gerente do projeto, Bruno Rocha de Melo. "Este projeto promove uma nova alavancagem na busca pela excelência operacional, contribuindo para que o corpo gestor e técnico usufrua de metodologias e tecnologias até então inexistentes em nosso setor", completa.

A origem

Coordenado pelo IMA, o projeto foi viabilizado a partir de um termo de cooperação técnica firmado com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A Fapemig, inclusive, é quem financia a ação.

Para a construção do projeto, traçou-se uma diretriz inicial, com o plano de aprofundar o entendimento da instituição sobre as suas atividades de campo. Para tanto, foi realizado um mapeamento detalhado de todos os processos operacionais existentes. "Obtivemos um diagnóstico surpreendente, que indicou uma complexidade até então inimaginável em nosso trabalho", aponta o gerente.

Nesta fase, a equipe identificou 138 fluxos operacionais, que indicavam o preenchimento de 175 formulários de campo. Além disso, todos os processos listados tinham como apoio um referencial normativo com cerca de 330 instrumentos legais e administrativos, estaduais e federais, que englobam leis, decretos, portarias, instruções normativas, resoluções, entre outras diretrizes.

Diante desse quadro, a nova etapa foi pensada já com vistas ao desenvolvimento de uma nova lógica operacional, com a informatização em dispositivos móveis. Uma maneira de contribuir, por exemplo, “para a redução do tempo de sua execução e otimização do gasto de recursos públicos", esclarece Melo.

No momento, o primeiro módulo do sistema informatizado - Gestão de Veículos e Serviços - encontra-se em fase de implantação. A partir de um sistema que envolve uma aplicação web e outras para dispositivos móveis, toda a programação mensal de atividades poderá ser feita de forma eletrônica, já prevendo definições importantes, como quem é a equipe executora, onde será realizada a atividade, em que período, que veículo será utilizado, entre outros dados.

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