segunda-feira, 6 de Maio de 2013 06:42h Estado de Minas

Projeto que tramita da Assembleia exige segurança

Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Minas obriga as empresas de ônibus a adotar medidas para dar segurança aos ônibus

Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Minas obriga as empresas de ônibus a adotar medidas para dar segurança aos ônibus, como identificação de passageiros, sistemas de videomonitoramento e de pânico e rastreamento de veículos. “As empresas geram tributos, renda e empregos, mas têm de contribuir também com a segurança do passageiro”, diz o deputado Sargento Rodrigues (PDT), vice-presidente da Comissão de Segurança da Assembleia.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Minas Gerais (Sindpas) foi procurado pelo EM, mas não se manifestou. Mas em audiência sobre o tema na Assembleia, no mês passado, a diretora jurídica Zaira Carvalho Silveira defendeu que as mudanças definidas pelo projeto obedeçam ao “critério da necessidade”. “Os senhores ficaram surpresos quando a polícia mostrou a quantidade de assaltos. Assassinato dentro de ônibus é a primeira vez que aconteceu. O número de assaltos não é alto, digo isso para ponderar e pedir que reflitam a respeito de uma possível legislação”, disse Zaira na audiência na Assembleia.

Não é o que pensa Júlio César Duarte de Paula, pai do engenheiro químico João Gabriel Camargos, de 25 anos, assassinado durante assalto a ônibus na madrugada de 9 março, na BR-381, em Perdões, Sul de Minas. Ele lidera um movimento para aprovação do projeto.

“Só quem passa por essa dor sabe avaliar a questão. Temos como bandeira fazer dessa tragédia pessoal algo para melhorar a sociedade”, afirma Júlio, que disse não ter visto nenhuma mudança efetiva depois da morte do filho. “Colegas de meu filho que trabalham em Poços de Caldas estão evitando viagem de ônibus. As empresas precisam entender a necessidade de investir na segurança do passageiro, que é sua fonte de renda. A prisão do culpado da morte de meu filho não é o ponto final”, desabafa Júlio César.
 

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