terça-feira, 4 de Setembro de 2012 09:38h Gazeta do Oeste

Projetos ficam de lado e eleição domina debates na Câmara de BH

Na sessão que inaugurou a reta final da campanha eleitoral, 38 vereadores registraram a presença na reunião ordinária da Câmara Municipal de Belo Horizonte, deixaram de lado a obrigação de discutir projetos para cidade e transformaram a tribuna em palanque, para falar sobre eleição, suas bases, elogiar colegas e atacar adversários. Nos discursos, o alvo preferido foi a atual administração da capital. Com a manutenção de dois vetos do prefeito a projetos apresentados por vereadores, os parlamentares encerraram as atividades rapidamente. Mas deixaram outros 19 vetos e 13 projetos para os próximos encontros. A primeira reunião de setembro acompanhou o ritmo da Casa nos últimos meses, quando os vereadores – 39 dos 41 tentam a reeleição – se dedicaram à campanha eleitoral.

Se por um lado as votações foram retomadas em ritmo lento nas últimas semanas de campanha, por outro as discussões políticas e pedidos por mais atenção para regiões da cidade ganharam força na sessão de ontem. Único orador inscrito para discutir projetos, o vereador Cabo Júlio (PMDB) aproveitou o palanque para discursar como candidato em campanha. Lamentou a situação de algumas regiões da cidade, que, segundo ele, estariam em situação preocupante e convidou um candidato a prefeito a acompanhá-lo numa visita ao local.

A pedido de seu ex-colega Wellington Magalhães (PMN), que tenta retomar uma vaga na Câmara depois de ser cassado em 2010 por compra de votos e abuso de poder econômico, Cabo Júlio chegou a comemorar em plenário a decisão do TRE de liberar a candidatura de Magalhães e fez vários elogios ao candidato. Já a vereadora Neusinha Santos (PT) também não fez qualquer declaração sobre os dois projetos que chegaram a ser votadas em plenário mas não deixou passar a chance de cobrar mais ações do prefeito Marcio Lacerda (PSB) e criticar sua campanha.

Nessa segunda-feira, as duas reuniões marcadas para comissões da Casa foram canceladas e na reunião ordinária dois vetos totais do Executivo foram mantidos pelos vereadores. O primeiro dispõe sobre critérios para acondicionamento de alimentos em bar, restaurante, lanchonete e similar, e o outro sobre a instalação de sistemas de segurança nas escolas públicas da cidade. Este último foi defendido pela maioria dos parlamentares que votaram sobre o tema, com 13 votos contrários ao veto, porém, sem mesmo receber a defesa dos autores, o número foi insuficiente para rejeitar a decisão do prefeito. 

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