segunda-feira, 23 de Julho de 2012 09:27h Gazeta do Oeste

Público LGBT lota ruas da capital

Lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e simpatizantes lotaram a praça da Estação, no centro da capital, ontem, para mostrar à sociedade com alegria e sem pudor sua orientação sexual.

Lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e simpatizantes lotaram a praça da Estação, no centro da capital, ontem, para mostrar à sociedade com alegria e sem pudor sua orientação sexual. Com direito a valsa, a Parada Orgulho LGBT de Belo Horizonte chegou à sua 15ª edição defendendo a diversidade sexual e o fim da homofobia. Os organizadores calcularam que 60 mil pessoas estiveram no evento. Já a PM informou que o público não passou de 30 mil.

 

Depois de ficar concentrada por quase sete horas, a multidão, levando as cores do arco-íris, símbolo do orgulho gay, subiu a rua da Bahia, em direção à rua Professor Moraes, na Savassi, ponto final da festa. Quatro trios elétricos com muita música eletrônica "puxaram" o público. Em um palco na praça da Estação, houve apresentações de transformistas e de bandas de músicas.

 

Na concentração, os participantes cantaram o "Parabéns pra você", pelos 15 anos do evento, e dançaram a valsa. "Um evento que começou marginalizado, hoje está consolidado em Belo Horizonte e tem um caráter popular. As pessoas são livres para vestir e ser como querem", destacou o diretor do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos-MG), Carlos Magno.

 

O cabeleireiro Kyara Kislansky, 25, era um dos milhares de gays que não economizaram no visual. "Aqui a gente pode colocar a fantasia e a alegria de ser gay para fora, sem medo", disse ele, vencedor do Miss Gay Belo Horizonte em 2011.

 

Pessoas de vários lugares do país também prestigiaram a festa. Os amigos Cristiano Dantas, 35, e André Lopes, 29, viajaram de Brasília só para conhecer o evento na cidade. "Ficamos impressionados com a adesão da população. Em Brasília, a parada gay não reúne tanta gente", disse Dantas.

 

Quem não é homossexual participou da festa para apoiar a causa. A dona de casa Lucilene Campos, 36, levou suas duas filhas e o marido pela segunda vez. "É um Carnaval sem brigas e por uma causa muito justa. Somos contra o preconceito".

 

 

 

 

 

 

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