segunda-feira, 30 de Julho de 2012 14:21h Gazeta do Oeste

Quadrilha especializada em saidinhas de banco é presa em BH

Uma quadrilha especializada em saidinhas de banco e roubo a empresas foi presa em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, o grupo era muito organizado, agia na região metropolitana e pode ter roubado entre R$ 400 e R$ 500 mil nos assaltos. A investigação começou em fevereiro deste ano a partir de um roubo no Barro Preto, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em que um suspeito foi preso. Um segundo integrante foi preso em março e outros membros detidos em julho. Cada investigado deu pistas de comparsas e a polícia conseguiu prender 11 pessoas. Quatro criminosos continuam foragidos.

 

 

Segundo a polícia, a quadrilha se dividia em quatro funções: o olheiro, responsável por escolher a vítima dentro do banco e repassar as informações, o tomador, que efetivamente assalta, o piloto da moto usada na fuga e o resgate, que dirige um veículo de escolta ao roubo. A organização criminosa não tem líderes, mas os olheiros são os maiores articuladores dos roubos.

 

O grupo tinha um esquema de assalto especial, que despistava a polícia e dificultava a prisão de suspeitos. O olheiro ficava dentro do banco com um celular – fazendo a comunicação por fone de ouvido – e passava características de alguma vítima que sacava grande quantidade de dinheiro. O tomador roubava o dinheiro, mediante ameça com arma, e subia na garupa da moto. Pouco depois ele saltava da motocicleta e era resgatado pelo carro. Assim, quando a vítima do crime passava para a polícia as características de piloto e garupeiro a PM não conseguia encontrar os criminosos, pois já estavam separados. 

 

O carro, usado no resgate, era adaptado com fundos falsos em bancos e no painel. Nesses compartimentos eram escondidas armas e dinheiro, dificultando o trabalho da polícia. Quatro carros e quatro motos, usados nos crimes, foram apreendidos com a quadrilha, além de uma arma.

 

 

A polícia vai continuar reforçando a necessidade de instalação de biombos e o cumprimento da lei que proíbe uso de celular em agências bancárias. De acordo com a polícia, a ação de olheiros deve ser inibida. O último preso dessa quadrilha é Daniel Rocha Barros, 23 anos, conhecido como “Dany Boy”. Ele foi reconhecido, no último sábado, por um policial que participava das investigações. O suspeito foi surpreendido no shopping tomando cerveja com o sogro.

 

 

Apenas um dos 11 presos não tinha passagem pela polícia. Todos os outros já tem registros por roubos e assaltos. Conforme a polícia, já foram confirmadas cinco saidinhas e três roubos a empresas atribuídas ao grupo, mas há pelo menos 50 casos em que os criminosos podem estar envolvidos. Os presos são moradores dos bairros Coqueiros e Nova Cintra.

 

 

 

 

 

 

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