segunda-feira, 4 de Junho de 2012 11:50h Gazeta do Oeste

Redução da pobreza e preservação ambiental são defendidas

Ações integradas com a preservação do meio ambiente, de baixo custo e de fácil aplicabilidade. Esses foram os parâmetros das propostas apresentadas no painel “Produção, Consumo, Meio ambiente e Pobreza: os desafios de um desenvolvimento ecologicamente sustentável e socialmente justo”. O painel abriu os trabalhos da tarde do Ciclo de Debates Rumo à Rio+20 e à Cúpula dos Povos: tecnologias sociais, sustentabilidade e superação da pobreza, realizado nesta sexta-feira (1º/6//12), no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O objetivo dos expositores foi propor soluções que pudessem se tornar ações multiplicadoras para demandas sociais, como o tratamento dos recursos hídricos e a construção de modelos produtivos mais sustentáveis.

“Saneamento básico e água de qualidade estão, historicamente, associados à saúde e à erradicação da pobreza”. O apontamento foi feito pelo primeiro expositor, Tilden Santiago, diretor de Meio Ambiente da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Ele dividiu o tempo de exposição com o analista de meio ambiente da empresa e engenheiro civil e sanitarista, João Bosco Senra.

 

João Bosco apresentou estatísticas demostrando que cresce o consumo de água no País e no mundo, sobretudo nos grandes centros urbanos. Ele lembrou que cuidar dos recursos hídricos é “cuidar de nós mesmos”. Segundo o engenheiro, a população mais pobre é aquela que mais sofre e adoece pela falta de saneamento básico e pela contaminação das fontes. “Sem deixar de mencionar que hoje, conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1,2 bilhão de pessoas não tem acesso à quantidade mínima desse bem essencial para a sobrevivência humana”, enfatizou.

 

O analista da Copasa João Bosco Senra também afirmou que é preciso desenvolver práticas que possam minimizar os impactos do modelo econômico vigente relacionados ao consumo da água. “Para isso, temos que efetivar e ampliar ações como a construção de fossas sépticas e de barraginhas, e a colocação de cisternas de placa, estratégias que buscam racionalizar o uso do recurso e proporcionar mais saúde à população, em especial, a mais carente”.

 

Agronegócio – Para o engenheiro florestal e coordenador técnico do Centro de Agricultura Alternativa (CAA) do Norte de Minas, Álvaro Alves Carrara, só será possível alcançar um desenvolvimento, de fato, sustentável se o modelo convencional do agronegócio for repensado. “A lógica produtiva de sistemas alternativos como a agricultura familiar, além de proporcionar renda e trabalho para a população rural, propicia ainda a preservação do ambiente”, ressaltou.

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