terça-feira, 6 de Março de 2012 09:27h Atualizado em 8 de Março de 2012 às 10:34h. Vinícius Soares

Redução do incentivo fiscal desacelera crescimento

Diminuição de apoio cria entrave entre empresas e município, Divinópolis não recebe grandes empresas desde a década de 1980.

Todas as cidades do interior, para se desenvolver e se tornarem polos, precisam de investimento financeiro em vários setores. O ramo comercial é o mais atrativo.
Em Nova Serrana, por exemplo, a abertura de várias fábricas de calçados, em 58 anos de história, fez alavancar o status de cidade pequena e hoje, o município vive um crescimento notório, deixando cidades vizinhas para trás no quesito de infraestrutura.
São realizadas na cidade três feiras, que movimentam o setor e a economia do município é a que mais cresce no Estado, de acordo com uma matéria do ano passado da revista Veja.
Sem contar que, a população local é duas vezes menor que a de uma cidade polo.
Na urbe divinopolitana, indústrias importantes, como a Coca-Cola e a Kaiser, deixaram de produzir para somente estocar, eram firmas relevantes que, na década de 70,  ajudavam Divinópolis a ser referência no estado.
O local no Centro Industrial serviu a Coca e posteriormente a Kaiser, as atividades foram encerradas no local no ano de 2002. Após um longo período, a cervejaria deixou o local, assim como a FEMSA,  sendo hoje somente um Centro de Distribuição. Na cidade, em termos de grandes empresas e com potencial de crescimento, temos a Vale Logísticas Integradas, VLI, antiga Ferrovia Centro-Atlântica, FCA e a multinacional GERDAU.
Ao fim dos anos de 1970, os problemas econômicos da indústria siderúrgica, forçaram a demissão e o fechamento de empresas. As dificuldades provocaram o surgimento da indústria da confecção, que contornou o desemprego crescente e se transformou em importante alternativa econômica. O efeito imediato foi o incremento da construção civil e dos transportes rodoviários e uma moderada redução dos problemas sociais. Hoje, mais de 20 mil pessoas estão diretamente empregadas a esse setor, mantendo aceitável o nível de desemprego.
Cidade polo do Centro-Oeste mineiro e conhecida pelas qualidades de suas confecções, Divinópolis tem hoje 7.893 firmas atuantes e 8432 unidades locais.
Como já foi citado há dias atrás pela mídia, o índice de desemprego em 2011 foi de 63%. Fato que pode ter sido motivado tanto pela crise internacional quanto por falta de incentivo fiscal por parte do Governo de Minas, afugentando assim as empresas da cidade.
Considerada há alguns anos a 5ª melhor cidade para se viver, o município tem um IDH positivo e elevado, com a margem de 0,831%, porcentagem divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD.
Atualmente, tem o produto interno bruto, (PIB), de R$2.965.011,141 e per capita de R$13. 902,16, números considerados baixos, visto a população de 213.000 habitantes.
A prefeitura arrecadou R$15.562.549,32 em 2010, com Imposto Sobre Serviços, ISS, de acordo com o Instituto Brasileiro de Estatística Geográfica, IBGE. Valor alto visto os  CNPJ’s cadastrados na Receita Federal, mas baixo considerado a quantidade de empresas. Ainda de acordo com o IBGE, Minas Gerais é o 2º estado que mais arrecada com impostos no país.
Sobre a questão do incentivo fiscal, o secretário Municipal da Fazenda, Antônio Castelo, confirmou os dados acima, porém disse que os índices serão amenizados nos próximos anos. “O fechamento da fábrica da Coca e da Kaiser não foram por motivos de empecilho tributário. As empresas que optaram deixar somente o Centro de Distribuição, alegando que precisavam aumentar a agilidade das cargas na região e não produzir mais. Quanto ao incentivo fiscal, na semana passada, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, ajudou a concretizar meios para que o município possa voltar a receber as grandes empresas nos próximos anos.” Alegou o secretário. O diretor-regional da FEMSA-MG, Luis Fernando Sardinha, concordou em parte com o secretário e também disse que a logística é o entrave principal. “Na época, a política da empresa preferiu mesmo servir só como distribuidora. Entretanto uma fábrica na cidade seria uma mais valia, geograficamente falando, pois o município é muito bem localizado. É uma questão de logística e não de incentivos financeiros”. disse o diretor.

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