quinta-feira, 9 de Agosto de 2012 09:37h Gazeta do Oeste

Reforma é presente nos 115 anos do Parque Municipal

Inaugurado em 26 de setembro de 1897, ou seja, prestes a completar 115 anos, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, localizado no Centro de Belo Horizonte, poderá ser modernizado. Pensando na Copa do Mundo de 2014, membros do Conselho Deliberativo do Patrimônio Histórico Municipal vão se reunir, no dia 22, com representantes de uma empresa especializa em projetos arquitetônicos.

Na reunião, será definida a requalificação do parque, que tem 180 mil metros quadrados de vegetação. De acordo com o diretor de Parques da Secretaria Regional Centro-Sul, Homero Brasil Filho, serão investidos cerca de R$ 20 milhões na revitalização da área verde.

“O projeto prevê a contratação de uma empresa especializada, que ficará responsável pela completa modernização do Parque Municipal”, disse Homero. Segundo ele, o estudo contempla a construção de mais trilhas e de uma nova sede, a instalação de um posto fixo para a Guarda Municipal, para dar mais conforto e segurança aos usuários.

Também está prevista a instalação de uma área de educação ambiental, novos brinquedos gratuitos e a recuperação da pista de cooper e do piso asfáltico.

“Não se conta a história de Belo Horizonte sem falar do Parque Municipal Américo Renné Giannetti”, ressalta Homero. Segundo ele, o espaço recebe, mensalmente, cerca de 600 mil visitantes. Os parques das Mangabeiras, no bairro homônimo (zona Sul), e Lagoa do Nado, no Planalto (na região Norte), também devem receber investimentos para reformas.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti foi projetado em estilo romântico inglês pelo arquiteto e paisagista francês Paul Villon, para ser o maior e mais bonito parque urbano da América Latina.

Antes da implantação, o espaço abrigava a Chácara Guilherme Vaz de Mello, conhecida como Chácara do Sapo. O local serviu de moradia para o próprio Paul Villon e para Aarão Reis, engenheiro que chefiou a comissão construtora encarregada de planejar e construir a nova capital de Minas Gerais, que substituiria Ouro Preto.

A arborização foi introduzida por meio do transplantio de árvores de grande porte trazidas de diversas partes da cidade. Também foram plantadas mudas produzidas em dois viveiros criados por Paul Villon às margens do córrego da Serra.

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