quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012 09:48h Atualizado em 16 de Fevereiro de 2012 às 10:49h. Vinícius Soares

Região Centro Oeste tem alto número de transplantes

Parentes das vítimas tem dúvidas antes de doar

Muitos parentes de vítimas fatais, ou mesmo de pacientes terminais e de causas naturais, após o desconsolo da morte, não sabem muito bem o que fazer com o corpo além de organizar um velório de praxe. Nem todos são flexíveis ao ponto de considerar uma decisão que pode salvar outras vidas, como por exemplo, autorizar a doação de órgãos.
Órgãos como o pulmão, coração e córneas, são frequentemente requisitados por pacientes de todo o Brasil, todos os dias. Para atender a demanda, nem sempre o Sistema Único de Saúde, SUS, consegue suportar os pedidos e por isso precisa do apoio pontual da população bem disposta. Além do sistema público, os hospitais particulares também realizam várias intervenções cirúrgicas, empenhados em dar uma nova oportunidade ou uma vida melhor para os enfermos.
Há dois tipos de doadores de órgãos, o doador cadáver e o doador vivo. É importante comunicar à família o desejo de ser doador, não é necessário deixar nada por escrito. Podem ser doados os seguintes órgãos: córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas e ossos (o MG Transplantes ainda não faz captação de ossos). O doador vivo é qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, sem comprometimento de sua saúde e aptidões vitais. Por lei, podem ser cônjuges e parentes até o quarto grau. Não parentes do paciente, somente com autorização judicial.
Em Minas Gerais, o Complexo de MG Transplantes é composto por centros de notificação, captação e distribuição de órgãos na região Metropolitana de Belo Horizonte, Zona da Mata, Sul, Oeste, Nordeste e Leste do Estado. É responsável por coordenar a política de transplantes de órgãos e tecidos no Estado de Minas Gerais, regulando o processo de notificação, doação, distribuição e logística, avaliando resultados e capacitando hospitais e profissionais afins na atividade de transplantes. A região Centro-Oeste lidera o ranking, com 602 transplantes nos últimos 10 anos, número considerado em ascensão, visto as demais regiões. Já em Divinópolis, não existe uma sede específica que realize os transplantes, mas existe um local que recolhe e recebe os órgãos doados, transportando-os para onde são feitos os requerimentos. Sobre os transplantes, a responsável pelo setor de coleta dos órgãos,  Drª Vânia de Melo, declarou a importância da doação dos órgãos e conscientizou a população. “É muito importante que as famílias das vítimas colaborem com essa empreitada árdua que é a corrida pela vida no Estado. As pessoas têm que ter em mente que estarão ajudando outros enfermos, possibilitando uma nova oportunidade de vida para eles.”


 

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