sexta-feira, 2 de Novembro de 2012 05:43h Dácio Fernandes

Restauração de cassino gera expectativas em Lambari

Moradores e defensores do patrimônio cultural de Lambari, no Sul de Minas, a 345 quilômetros de Belo Horizonte, estão em grande expectativa quanto à restauração do Cassino do Lago, construído em 1911 e considerado um dos ícones arquitetônicos e turísticos, embora abandonado, do Circuito das Águas. Na segunda-feira, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) conseguiu, na Justiça, uma liminar determinando que a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), proprietária do imóvel, adote medidas para preservação do bem tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e município. A decisão inclui também a prefeitura, que é concessionária do prédio por meio de um comodato firmado com a Codemig em 1980 e em vigor até 2015.

“Temos que pensar no cassino de Lambari como uma paisagem cultural, um grande complexo aquífero”, diz o historiador e professor Francislei Lima da Silva. Para ele, é fundamental que toda comunidade participe do processo de preservação do conjunto formado pelo lago, parque e prédio. “Ele engloba o patrimônio material e também imaterial. Acreditamos que o melhor será transformá-lo, depois do restauro, em museu da cidade”, propõe o historiador.

Pela decisão judicial, a Codemig está obrigada a implantar, em 60 dias, um sistema de vigilância armada no local, além de apresentar, nesse mesmo prazo, um projeto de restauração integral do imóvel. O descumprimento da sentença gera multa diária de R$ 10 mil, conforme determinou o juiz Márcio Augusto Oliveira Bueno. Autores da ação, os promotores de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, coordenador das promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPCs); Cláudio de Oliveira Filho, da ´Comarca de Lambari; e Bérgson Guimarães, coordenador de Meio Ambiente da Bacia do Rio Grande, afirmam que a empresa não tem zelado pelo imóvel. 

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