terça-feira, 11 de Setembro de 2012 10:40h Gazeta do Oeste

Ritmo lento na volta às aulas

De acordo com a universidade, dos 75 cursos de graduação oferecidos, nove já haviam retornado ou estavam voltando ao funcionamento programado para ontem.

Depois de quase três meses de greve, o retorno às aulas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ainda é preguiçoso. Na tarde de ontem, poucos alunos circulavam no campus Pampulha, com muitos deles sem saber quando voltariam às salas.

 

De acordo com a universidade, dos 75 cursos de graduação oferecidos, nove já haviam retornado ou estavam voltando ao funcionamento programado para ontem. Desses, quase todos iniciaram as atividades, entre eles, o curso de ciências sociais.

 

Nesse curso, o estudante Tarcísio Perdigão, 22, contou que os professores conseguiram concluir o primeiro semestre letivo. No entanto, para repor o mês paralisado após o período de férias, eles admitiram que vão precisar de mais tempo. "O professor deu aula normalmente hoje. Ele disse que o programa de aulas vai ser seguido, mas as atividades devem ir até janeiro", disse.

 

Segundo o reitor da UFMG, Clélio Campolina, também iniciaram as aulas os cursos de história, filosofia, medicina e gestão pública, além dos do Instituto de Ciências Exatas (Icex), que tem 5.000 alunos.

 

Campolina ressaltou que cerca de 96 colegiados ainda estão fazendo adaptações no calendário e não foi possível retomar as aulas na maioria das escolas. O retorno definitivo deve acontecer gradativamente até a próxima semana.

 

"A intenção é que, até o fim de setembro, estejam resolvidas todas as pendências do primeiro semestre deste ano", observou. O segundo semestre, conforme o reitor, irá até 9 de fevereiro.

 

A caloura de física Jéssica Lemos, 19, aguarda ansiosa pelo início das aulas. Ela esteve ontem na UFMG para realizar a confirmação do registro acadêmico e a matrícula. O procedimento, segundo ela, deveria ter sido feito em meados de julho. "Era para a aula ter começado em 6 de agosto. Eles pediram para aguardar, porque ainda não há previsão de começar", disse.

 

Já um grupo de estudantes do quarto semestre de engenharia de minas reclamou da falta de informações. "A gente está sem saber como está a situação das aulas. No site, tinha um comunicado dizendo que existiriam avisos com informações nas salas, mas não havia", disse o estudante Rafael Soares, 22.

 

Ele ainda destacou que algumas bibliotecas da UFMG seguem fechadas, em função da greve dos servidores técnico-administrativos. Esses funcionários farão uma assembleia amanhã para discutir a contraproposta da reitoria.

 

 

 

 

 

 

 

 

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