sexta-feira, 13 de Maio de 2016 13:40h Agência Minas

Ritual do Beijo da Tocha muda a rotina na histórica Ouro Preto

Cidade parou para assistir à passagem do fogo olímpico, que seguiu para Itabirito e Inhotim, em Brumadinho

Por algumas horas, a passagem do símbolo olímpico interrompeu a rotina na histórica cidade de Ouro Preto nesta sexta-feira (13/5). Entre estudantes, comerciantes e turistas desavisados, todos pararam para assistir, com olhos atentos e curiosos, o revezamento do fogo olímpico pelas ruas tortuosas e ladeiras íngremes da antiga capital de Minas Gerais.

Da janela posicionada em frente à Praça Tiradentes, Maria da Conceição Zacarias, 76 anos, acompanhava desde cedo a incomum movimentação de pessoas, veículos e materiais. Ansiosa, a ouro-pretana a todo momento espiava pela janela na expectativa de ver o comboio olímpico. “Nunca teve isso aqui, é a primeira vez”, disse, com toda a simplicidade que lhe é peculiar.

 

 

 

Depois alguns minutos, Maria da Conceição espichou o pescoço e avistou um alvoroço em uma das ruas que dá acesso à praça. A ouro-pretana esboçou um sorriso e esfregou levemente as mãos. “Lá vem a tocha”, disse, sem esconder a felicidade. Ela estava certa. O símbolo olímpico surgia das ladeiras de Ouro Preto para ser aplaudido por uma multidão e por uma satisfeita Maria da Conceição.

A ouro-pretana foi testemunha ocular de um momento histórico para a cidade. Da janela do velho casarão, ela ainda presenciou o ritual do Beijo da Tocha que, em frente ao Museu dos Inconfidentes, transmitiu a chama olímpica para a última condutora da cidade, a judoca tetracampeã brasileira e tricampeã dos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg), Gabrielle Dias, de 16 anos.

 

 

 

Sob o olhar de Aleijadinho

Em uma das pontas da feira de Ouro Preto - no local são vendidos os mais diversos artigos em pedra sabão - fica a barraca do Gabriel Mata, 30 anos. O local, ponto de venda de xícaras, vasos e quadros, virou uma arquibancada improvisada onde os curiosos disputavam espaço para ter a melhor visão da passagem da Tocha em frente à Igreja São Francisco de Assis.

“É legal porque vai passar dentro de Ouro Preto e bem pertinho da feira”, disse o artesão, que é fã de esportes, sobretudo de futebol. De sua barraca, Gabriel assistiu ao rito do Beijo da Tocha que, desta vez, transmitiu a chama olímpica para a blogueira de moda Cris Guerra, que prosseguiu com o revezamento pelas ruas de pedra.

A Igreja São Francisco de Assis é considerada uma das obras primas do mestre Aleijadinho. A parte interna do templo foi esculpida, talhada e adornada por Aleijadinho, maior referência em arte barroca no país. O templo é conhecido por sua beleza e bom gosto, com grande riqueza de detalhes.

 

 

 

Itabirito em festa

A Tocha foi recebida na cidade de Itabirito ao som da fanfarra da Escola Municipal Laura Queiroz, que executou o hino do município em frente ao Alto Forno, símbolo turístico da cidade construído em 1.888. O ex-jogador de futebol Silvestre, que participou do jogo inaugural do Mineirão, em 1965, teve a honra de ser o primeiro condutor da Tocha no município.

O itabiritense conduziu a Tocha até as proximidades da Praça São Cristovão, onde um grupo de motoqueiros, ciclistas e jovens atletas já estavam a postos para saudar a chama olímpica. Depois Itabirito, o símbolo olímpico partiu em direção a Inhotim, em Brumadinho, considerado o maior museu de arte contemporânea ao ar livre do mundo.

 

 

Núcleo de Articulação Minas 2016

A ação integra o trabalho do Núcleo de Articulação Minas 2016, criado em 15 de abril de 2015 pelo governador Fernando Pimentel com o objetivo de realizar as medidas necessárias para sediar os eventos associados aos Jogos Rio 2016. Coordenado pelo secretário de Estado de Esportes, Carlos Henrique Alves da Silva, o Núcleo congrega ao todo 16 secretarias e órgãos da administração estadual, que planejam e executam ações conjuntas com vistas a aumentar a eficiência das medidas e economizar recursos.

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