quinta-feira, 12 de Julho de 2012 09:11h Gazeta do Oeste

Santa Casa pede ajuda federal

Com o risco de fechar as portas por causa de dívidas tributárias e trabalhistas, hospitais filantrópicos - incluindo a Santa Casa de Belo Horizonte - solicitaram ajuda ao Ministério da Saúde ontem.

Com o risco de fechar as portas por causa de dívidas tributárias e trabalhistas, hospitais filantrópicos - incluindo a Santa Casa de Belo Horizonte - solicitaram ajuda ao Ministério da Saúde ontem. O pedido foi feito à pasta por meio de um relatório com os débitos de 2.100 instituições e propostas para solucionar o problema, elaborado pela Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara de Deputados.

 

As demandas específicas da Santa Casa de Belo Horizonte, que acumula R$ 221 milhões em dívidas, foram levadas ontem à comissão pelo superintendente de planejamento, finanças e recursos humanos da Santa Casa, Gonçalo de Abreu Barbosa. "Pedi que o débito possa ser financiado por bancos públicos, porque os juros são mais baixos", explicou Barbosa. Ele ressaltou que a dívida da instituição é toda tributária.

 

Barbosa pediu também um aumento dos recursos destinados pela União ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no hospital. "A verba é pouca. Temos mais de mil pacientes internados pelo SUS", disse. Segundo ele, chegam R$ 185 milhões da União anualmente. O valor, de acordo com o superintendente, é R$ 75 milhões menor que a necessidade do grupo Santa Casa, que atende cerca de 3 milhões de pacientes por ano.

 

O financiamento e o aumento de recursos pedidos por Barbosa foram também as principais demandas dos outros hospitais filantrópicas do país, responsáveis por 45% do atendimento do SUS. As instituições somam R$ 11 bilhões em dívidas tributárias, trabalhistas e a fornecedores, e têm déficit anual de R$ 14,7 milhões.

 

De acordo com a assessoria de imprensa do deputado Antônio Brito (PTB-BA), autor do relatório, as principais reivindicações foram o financiamento das dívidas por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, para acesso a parcelamentos maiores; e repasse de verba maior para o atendimento ao SUS.

 

 

 

 

 

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