quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2014 10:13h

Seca em MG: Secretário de Agricultura apresenta pauta de reinvindicações em Brasília

Zé Silva apresentou propostas os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário Grupo técnico irá avaliar as perdas em Minas Gerais.

BELO HORIZONTE (19/02/2014) – O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Zé Silva, se reuniu nesta quarta-feira (19/02), em Brasília, com o Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, e com o secretário da Agricultura Familiar do Ministério de Desenvolvimento Agrário, Valter Bianchini, para reivindicar ações que possam amenizar a situação dos produtores rurais do Estado atingidos pela longa estiagem.
Durante as reuniões, Zé Silva apresentou a situação do estado e entregou um documento com propostas para socorrer os produtores de Minas Gerais e de outros estados. Também participaram dos encontros os secretários de Agricultura da Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas, além do presidente da Emater-MG, José Ricardo Roseno.
“Em Minas Gerais a seca não atingiu apenas o semiárido. Praticamente todas as regiões tiveram prejuízos. Só no caso da produção estadual de milho, a quebra na safra deve ser de 21%”, disse o secretário Zé Silva.
Após as reuniões, ficou decida a criação de um grupo técnico formada pelos estados que tiveram prejuízos com a estiagem e - no caso de Minas Gerais - pela Federação do Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Organização das Cooperativas de Minas Gerais (Ocemg), União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes),  Ministério da Agricultura e  Ministério do Desenvolvimento Agrário.
“O ministro da Agricultura se comprometeu a enviar técnicos a Minas Gerais para auxiliar na avaliação dos prejuízos. Esta será a primeira etapa do trabalho do grupo técnico. Em seguida,  serão avaliadas as medidas para compensar as perdas sofridas pelos produtores rurais”, explicou o secretário Zé Silva
As principais propostas apresentadas pelo secretário de Minas Gerais em Brasília foram:
1) Crédito Rural
- Renegociação imediata das dívidas dos agricultores e pecuaristas.
2) Estoques de grãos governamentais
- Disponibilidade de grãos para alimentação animal dos estoques governamentais a preços subsidiados para os avicultores, suinocultores, bovinocultores, caprinocultores e ovinocultores.
- Disponibilidade de grão para alimentação animal dos plantéis dirigidos pelos agricultores familiares.
3) Infraestrutura
- Ampliar a disponibilidade de recursos financeiros para construção de barragens subterrâneas e cisternas de placas, especialmente no semiárido.
- Disponibilizar recursos financeiros para construção de barraginhas.
4) Seguro Rural
- Ampliar a disponibilidade de recursos para subvenção do seguro rural e elaborar um plano de trabalho para melhorar a divulgação junto aos Sindicatos, Cooperativas e Associações, bem como criando mecanismos para a inclusão destas entidades no programa.
- Rever a forma em que a cobertura do Seguro Agrícola está instituída, baseada na produtividade média das lavouras, seguindo critérios e levantamento do IBGE. A média da produtividade não representa a produtividade de um número significativo de agricultores que estão em níveis elevados de tecnologia e de investimentos.
- Estudar uma forma de cobertura, feita através da estratificação dos agricultores por níveis de tecnologia, em baixa, média e alta tecnologia, considerando a produtividade para cada nível de acordo com estudos e pesquisas regionalizadas.
- Ampliar a disponibilidade de recursos para os agricultores familiares, via Plano Safra, para os municípios atingidos pelo veranico.
Prejuízo em Minas Gerais
Os levantamentos preliminares feitos pela Emater-MG na área plantada de feijão no estado estimam perdas de 70,4 mil toneladas, que correspondem a 11% da safra mineira. No caso do milho, principal grão cultivado em Minas Gerais, as perdas devem ser de 1,5 milhão de toneladas, que equivalem a 21% da safra prevista para este ano.
Já as perdas estimadas para a cultura da soja são de 340 mil toneladas, ou 9% da safra mineira. Na pecuária, a redução da produção leiteira prevista por causa da seca deve atingir 20%.
Os números divulgados pela Emater-MG foram consolidados com base nos levantamentos em 65% da área plantada de feijão, 60% da área cultivada de milho e 67% da área de soja.
Perdas previstas - MG
Milho – 1,5 milhão de toneladas (21%)
Soja – 340 mil toneladas (9%)
Feijão – 70,4 mil toneladas (11%)
Leite – (20%)

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