segunda-feira, 29 de Agosto de 2016 12:16h AGENCIA MINAS

Secretaria de Estado de Saúde lança campanha contra tabagismo

Objetivo é divulgar nas mídias sociais dicas para ajudar as pessoas a pararem de fumar e incentivar a prática de esporte

O dia 29 de agosto é lembrado como o Dia Nacional de Combate ao Fumo e neste ano a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), contagiada pelo espírito dos jogos olímpicos e paraolímpicos, quer mobilizar as pessoas a trocarem o cigarro por uma atividade física regular. 

Com o slogan “Atitude gera saúde: troque o cigarro por uma vida saudável”, a campanha está disponível na página http://www.saude.mg.gov.br/vidasaudavel, no facebook, no blog, no twitter e no instagran da SES-MG. O objetivo é divulgar nas mídias sociais dicas para ajudar as pessoas a pararem de fumar, incentivar a prática de esporte, falar dos males provocados pelo cigarro e compartilhar histórias de quem conseguiu abandonar o vício.

Razões para parar de fumar não faltam. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis.

O tabagismo é responsável por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema); 30% dos diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado); 25% das doenças coronarianas (angina e infarto) e 25% das doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral).

Além disso, também é um fator importante de risco para o desenvolvimento de outras doenças, tais como - tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose, catarata.

A servidora pública, Luzineide Oliveira Mendes, 45 anos, fez a troca do cigarro pela corrida há mais de 10 anos e garante: “Vale a pena!”. Luzineide, que começou a fumar aos 17 anos, decidiu parrar de fumar quando tinha 30 anos.

“Vivia um período conturbado na minha vida profissional. E estava sofrendo com crises constantes de insônia e ansiedade. Então comecei a fazer caminhadas para relaxar e dormir bem”, conta.  Porém, o resultado foi melhor do que ela esperava: “Fui melhorando o ritmo da caminhada e passei a correr também. E como para melhorar meu desempenho na corrida precisava ter fôlego, parei de fumar. Cheguei a correr 10 km. E minha qualidade de vida melhorou muito. Controlo melhor a ansiedade, minha disposição física aumentou, as insônias foram embora”.

Luzineide está certa. Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), um dia depois de parar de fumar as mudanças no corpo e na mente já podem ser percebidas. Então, se uma pessoa parar de fumar hoje, amanhã os pulmões funcionam melhor e a oxigenação no sangue se normaliza.

Após um ano, o risco do infarto do miocárdio é reduzido à metade. E em 10 anos, o pulmão do ex-fumante será igual à de uma pessoa que nunca fumou. Confira outros benefícios de parar de fumar no blog da SES-MG.

Como parar?

O tabagismo é uma doença que causa dependência química. Por isso, muitas pessoas têm dificuldade de parar de fumar sozinhas. Mas segundo a referência técnica do Programa de Controle do Tabagismo da SES-MG, Nayara Resende, o primeiro passo é tomar a decisão e, se achar necessário, procurar ajuda de profissionais médicos.

Essa ajuda pode ser encontrada no Sistema Único de Saúde (SUS), que por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecem acolhimento e tratamento gratuitos pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). No estado de Minas Gerais atualmente 673 municípios oferecem o tratamento para cerca de  41.562 tabagistas.

O Programa de Controle do Tabagismo (PCT) no estado inclui ações como a redução da prevalência de fumantes, a redução da iniciação, a proteção ao fumante passivo, o programa de cessação de fumar, campanhas de mobilização e regulação dos produtos de tabaco através de ações educativas e de mobilização de políticas e iniciativas legislativas e econômicas. Essas ações têm como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de derivados do tabaco no Brasil.

O usuário que deseja parar de fumar pode procurar a UBS mais próxima de casa e preencher uma ficha de cadastro individual. Em seguida, será acolhido e avaliado por uma equipe de saúde. Essa avaliação inclui uma investigação das principais doenças e fatores de risco relacionados ao tabagismo, bem como da avaliação do grau de dependência da pessoa ao cigarro, seu estágio de motivação e suas preferências de tratamento.

“Em geral, o tratamento é baseado em uma abordagem cognitivo-comportamental, com possibilidade de ser realizado em grupo ou individualmente. Quando necessário, também há apoio medicamentoso. Consiste inicialmente em quatro encontros semanais durante quatro semanas, e depois de acompanhamento com encontros mais espaçados, que são chamamos de sessões de manutenção até completar um ano de tratamento”, explicou Nayara.

Atitude gera saúde na CAMG

Durante toda a semana, a SES promove ações de conscientização na Cidade Administrativa (CA). A campanha “Atitude gera saúde: troque o cigarro por uma vida saudável” estará no ônibus ‘Gonzagão’, nos túneis dos prédios e nos espaços de convivência dos funcionários.

Nesta segunda-feira, o grupo de teatro Saúde em Cena faz uma apresentação, às 13h, no Centro de Convivência. “Vamos apresentar cenas curtas que discutem, com bom humor, como é possível trocar o cigarro por um hábito saudável”, explicou Susan Prado, integrante do grupo.

E até o dia 9 de setembro a Exposição do INCA "O Controle do Tabaco no Brasil: uma trajetória" estará nos túneis dos prédios Minas e Gerais. A exposição conta em uma sequência de 22 banners os embates entre as organizações brasileiras ligadas à saúde pública e a indústria do fumo, durante o século XX. Neste período, o desenvolvimento industrial, as influências culturais externas e o surgimento de novos estilos de vida favoreceram o aumento do consumo de cigarros e o correspondente crescimento do número de doenças e mortes relacionadas ao tabagismo, transformando-o em grave problema de saúde pública.

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