sábado, 14 de Março de 2015 06:56h

Secretários discutem com prefeitos do Norte de Minas soluções para a saúde na região

Comitiva de prefeitos do Norte de Minas liderada pelo secretário de estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais, Paulo Guedes, reuniu-se, no último dia (11)

Comitiva de prefeitos do Norte de Minas liderada pelo secretário de estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais, Paulo Guedes, reuniu-se, no último dia (11), com o secretário de Estado de Saúde, Fausto Pereira dos Santos, para apresentar levantamento da situação atual da Rede de Atenção à Saúde dos Municípios.
Entre as reivindicações dos prefeitos estão a regularização dos repasses de recursos em atraso, a revisão dos critérios de extrapolamento do teto salarial das equipes médicas e a efetivação do contrato em andamento do Cisrun (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas).
Para os prefeitos, a intervenção imediata da Secretaria de Estado de Saúde é de extrema urgência, pois os municípios vêm sofrendo com a escassez de recursos para investir em infraestrutura, pagamento de médicos e até compra de medicamentos. “Estamos passando por momentos difíceis na administração municipal. Quando assumi a prefeitura, em 2012, o hospital estava fechado e nós o reabrimos, porém, até hoje ele continua com o orçamento negativo. Hoje, o nosso déficit é grande, e esta é a realidade da maioria dos municípios do Norte de Minas” declarou Joaquim Neres Xavier Dias (Kincas), prefeito de Salinas e presidente do Cisrun.
O secretário Paulo Guedes reforçou a necessidade de investimentos nos hospitais microrregionais, para garantir o atendimento de qualidade à população do Norte de Minas. “É preciso uma grande concentração de esforços pela descentralização dos serviços de saúde hoje concentrados principalmente em Montes Claros, que também sofre com grandes dificuldades financeiras e a superlotação nos seus hospitais”, ressalto ao lembrar que, nos últimos 12 anos, o governo de Minas se preocupou mais em distribuir ambulâncias na região do que com a reestruturação dos hospitais regionais. “Além dos problemas de saúde, os pacientes que ficam no vai e vem até Montes Claros estão diariamente expostos aos riscos de acidentes nas estradas”, alertou Paulo Guedes.
Outro ponto abordado foi a necessidade de redesenhar a rede de urgência/emergência com foco no perfil dos hospitais de pequeno porte e a ampliação da cobertura dos serviços do SAMU Macro Norte. A proposta é a reorganização da Atenção à Saúde Primária e da estrutura do Samu, com a aquisição de novas ambulâncias, sendo três USA (Unidade de Suporte Avançado) e sete USB (Unidade de Suporte Básico), e um aero médico que facilitará o transporte de pacientes com rapidez e segurança, pois um dos maiores problemas enfrentados é a distância entre os municípios e a precariedade das estradas.
O secretário de Saúde, Fausto Pereira, disse que está colocando em dia o fluxo de pagamento em atraso do governo passado. Ele informou que, após saldar as dívidas herdadas, irá criar uma rotina para encurtar o tempo de repasse de recursos para os municípios. “Estamos com dificuldade de assumir compromissos financeiros, até porque não temos orçamento. Mas, o nosso compromisso é honrar os assumidos pelo governo anterior com as prefeituras. A previsão é de que até o final de abril conseguiremos colocar as contas em dia para podermos traçar as novas diretrizes” alegou.
Participaram da reunião o prefeito de Salinas e presidente do Cisrun, Joaquim Neres Xavier Dias, o prefeito de São Francisco e vice-presidente da Amams, Luiz Rocha Neto, o prefeito de Brasília de Minas, Jair Oliva Júnior, o prefeito de Januária e vice-presidente da Ammesf, Manoel Jorge de Castro, além de representante da prefeitura de Francisco Sá, do Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais), e da FHAHC (Fundação Hospital de Amparo ao Homem do Campo), de Manga.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.