quinta-feira, 22 de Setembro de 2016 17:24h Atualizado em 22 de Setembro de 2016 às 17:26h. Agência Minas

Sedpac discute equidade de gênero e raça com empresas mineiras

Participaram da reunião a Cemig, Codemig, Copasa, Correios, Rede Minas e BDMG

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), por meio das Subsecretarias de Políticas para as Mulheres e de Igualdade Racial recebeu, nesta quinta-feira (22/9), empresas mineiras participantes do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça para uma troca de experiências e fortalecimento das ações do programa. Participaram da reunião a Cemig, Codemig, Copasa, Correios, Rede Minas e BDMG.

O Pró-Equidade de Gênero e Raça é um programa do Governo Federal que certifica as empresas participantes o seu compromisso com a igualdade entre mulheres e homens no mundo do trabalho e com a promoção da cidadania. Em Minas Gerais o programa é acompanhado pela Sedpac, que contribui com os processos dentro das empresas.

Para a superintendente de Autonomia Econômica das Mulheres e Articulação Institucional, Renata Adriana Rosa, é de extrema importância reunir as empresas envolvidas no programa para dialogar sobre os planos de trabalho e construir um vínculo para o desenvolvimento das ações de equidade de gênero e raça.

“Este programa permite uma reparação histórica de processos de subordinação e opressão que incidem contra as mulheres e a população negra, considerando os resquícios perversos de nosso passado escravocrata e a divisão sexual do trabalho que identifica a mulher como sinônimo de cuidado, dos afazeres domésticos e impõe diversos obstáculos não apenas para seu ingresso no mundo do trabalho, como também sua permanência e ascensão” afirma.

A gerente geral de Gestão de Pessoas do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Maria Isabel de Camargos, conta que o banco aderiu este ano ao programa e ainda tem um número menor de mulheres e pessoas negras em seu quadro de pessoal. “Como a contratação no Banco é por concurso público, estamos trabalhando o aumento do número de mulheres em cargos de direção e priorizando este público no recrutamento de estagiários e terceirizados”.

Maria Isabel conta ainda que o BDMG está discutindo o tema não só internamente, mas promovendo eventos abertos ao público e convidando as empresas estabelecidas na região. “Já conseguimos perceber uma mudança de cultura entre os funcionários e, neste momento, estamos dialogando sobre o reconhecimento do nome social e a questão étnico racial, com mesa de debate para discutir os temas”, relata Maria Isabel.

Segundo a subsecretária de Igualdade Racial, Cleide Hilda, a adesão ao programa minimiza a situação de desigualdade que atinge as mulheres e, sobretudo as mulheres negras. “É preciso produzir estratégias de enfrentamento e desenvolver políticas afirmativas e intersetoriais para este segmento da população. Existe uma demanda crescente das mulheres não só no campo do trabalho, mas também nas áreas educacionais, de segurança, lazer e participação social”.

“É importante que as empresas estejam atentas à implantação de ações de equidade de gênero e raça, porque o Estado só conseguirá atingir o ápice de desenvolvimento, pautando a luta contra todo tipo de desigualdade e o enfrentamento ao racismo”, diz Hilda.

Participaram da reunião a superintendente de Políticas Afirmativas e Articulação Institucional (Subsecretaria de Igualdade Racial), Yone Gonzaga e a superintendente de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Isabel Lisboa. Este encontro é uma das ações do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), cuja adesão foi assinada pelo governador Fernando Pimentel em março deste ano, e que possibilita à Sedpac intensificar a organização e articulação de políticas e serviços em prol da superação das desigualdades raciais no Estado.

Programa

Ao participar do programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, a empresa elabora o perfil da organização e um plano de ação explicando como vai desenvolver as ações de equidade de gênero e raça de forma transversal e interseccional dentro da organização.

A empresa que executar as ações de maneira satisfatória, no período do programa, conta com uma marca de gestão eficiente – o Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça. O reconhecimento contribui para o alcance de bons resultados econômicos, financeiros e socioambientais, já que é feita a divulgação nacional e internacional por meio eletrônico sobre o compromisso assumido com a igualdade racial e entre mulheres e homens.

 

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